Após 1 semana de férias na pequena ilha tailandesa de Koh Samui, estamos de volta à Coréia. Não tem muito que falar dessas férias: não foi nenhum passeio cultural, não fizemos passeios exóticos, não comemos coisas esquisitas...foi 1 semana na praia num esquema BEM sossego: acorda, toma café-da-manhã, vai pra praia, entra no mar, almoça, fica na sombra, volta pro sol, entra no mar de novo, toma banho, sai pra jantar, volta, dorme. No dia seguinte, o mesmo esquema. Era o que precisávamos. E visto que o pequeno ser está crescendo na barriga da Selma, todo cuidado é pouco, então foi melhor fazer algo mais tranquilo mesmo.
O local é fantástico: há uma prainha particular no hotel, a água é limpíssima, os chalés ficam próximos à praia (o nosso ficava a exatos 20 passos da areia), e eles fornecem desde o básico shampoo-condicionador-sabonete até sacola de praia e chinelos havaianas! Além de 2 litros de água mineral por dia, na faixa...
Detalhe: o preço foi menor do que qualquer pousada no litoral, seja de SP, Floripa, qualquer lugar aí no Brasil. Sei que parece difícil de acreditar, mas a Tailândia é um país muito barato (lagostas a $10?), e com o Real valorizado, tudo no Brasil fica mais caro. Como das outras vezes(em Bangkok, no Camboja e no Vietnã), fuçamos na internet, fizemos a escolha, reservamos e deu tudo certo.
Abaixo, algumas fotos:
- o pedaço da nossa praia:
- o hotel, com o restaurante à esquerda e os chalés à direita
- nosso chalé:
- a vista dele para a praia:
- na noite de 5a. feira, um coquetel oferecido pelo hotel para os hóspedes, com direito a um showzinho pirotécnico:
- a tiazinha que vende frutas e milho na praia, e que sempre dava um monte de comida de brinde pra Selma ("é pro bebê, é pro bebê"):
E, no pequeno centro comercial (de 1 avenida apenas), vários restaurantes, lojas, aluguel de motos, etc. . Abaixo, a "bomba de gasolina":
E aqui, o "cata-lôco" regional: o cara coloca uns bancos na caçamba da pick-up e transforma em ônibus:
O que mais enche a paciência são os alfaiates. Em Samui (e em Bangkok também), eles ficam na rua te interpelando a todo momento: "Hello!", "Como vai", "De onde você é", "Tenho uma promoção pra você!", etc. . Não se caminha sossegado. Mas, já sendo escolado, e após uma temporada no Egito, você aprende a lidar com eles. Não precisa ser mal-educado: responda às perguntas, mas continue andando, nunca pare. E, principalmente, NUNCA diga que você é do Brasil! Senão começa a papagaiada "Football! Ronaldo! Kaká! Samba!".
Na verdade, eles geralmente abordam as pessoas em inglês. Mas conosco, regra geral nos abordam em italiano, e jamais esperam que sejamos brasileiros (fomos numa pizzaria de um italiano que vive em Samui e, na entrada, o dono Fiorentino - de Florença - desembestou a nos saudar em italiano e, depois de ele falar por uns 2 minutos, explicamos que éramos Braziliani...). Então, quando os alfaiates soltam o "Buona Sera" para nós, fazemos cara de desentendidos e dizemos que não entendemos. Quando eles perguntam de onde somos, aí escolhemos um país bem atípico. No Egito, a escolha frequente era "Guatemala". Em Samui, escolhemos "Suriname". Até eles se desfazerem da cara de dúvida e ficarem pensando onde raios fica o Suriname (acho que alguns holandeses que passavam ao redor entendiam e até achavam engraçado), já estávamos longe. E sempre dando risada.
O lance dos alfaiates na Tailândia é a cópia de modelos existentes de marcas famosas a preços ridiculamente baixos. Mas 99% dos ternos ficam uma porcaria! São pouquíssimas lojas que têm uma boa reputação e fazem um trabalho decente, um corte com bom caimento e tecido de qualidade. Para ter uma idéia dos preços, vejam a placa abaixo:
Então: 1 terno, 2 camisas, 1 calça avulsa e 2 gravatas, tudo por $89 (cerca de R$150) ??? Coisa fina...
E o engraçado são os nomes das lojas. Devem pensar que são "filiais" de um certo signore italiano:
Mas tudo isso deixa a coisa mais pitoresca e divertida. Além disso, o povo é simpático, alegre, e atencioso, como em Bangkok. A comida é deliciosa. A semana inteira fez sol, só choveu no sábado de manhã, quando nos preparávamos para deixar o hotel. E os preços são baixíssimos. Valeu a pena.
E a barriga da Selma vai crescendo aos poucos, nada absurdo ainda, a moça está controlando a alimentação e mantendo-se saudável. Os primeiros ultrassons foram todos bem, tudo nos conformes. A fase vomitória deu um tempo na praia, mas voltou hoje, no nosso retorno à Coréia. Acho que um projeto de pessoinha reclamou de sair daquele lugar legal e voltar à realidade...
Só pra atualizá-los: os protestos continuam, viu? Apesar que a carne estadunidense começou a ser vendida no dia 1o. de julho e, pasmem, um distribuidor vendeu - sozinho - 200kg em menos de 6 horas, só no primeiro dia! E a coisa continua indo bem (nada como o bolso para fazer com que as pessoas pensem um pouco mais claramente). A propósito, uma pesquisa da CBS revelou que o número de coreanos que disseram que jamais comeriam carne de vaca estadunidense tem diminuído drasticamente: em 7 de Maio, 70.3% de coreanos disseram que não comeriam a famigerada carne; em 1o. de Julho, o número caiu para 52.8%. Vamos ver se, dessa vez, a carne vem pra ficar...
Hoje nao tem post, desculpe. E' nosso primeiro dia de ferias (1 semaninha) e estamos sem computador com os dados para o blog.
Estamos por aqui, em Koh Samui, uma ilhazinha na Tailandia. Esse lugarzinho aqui embaixo:
Semana que vem voltamos com noticias. Agora, e' so' relaxar e comer muito Tom Yam, curry verde, curry com leite de coco, essas coisas ruins...e tudo a $3, $4...
Nós já tínhamos gostado do primeiro (apesar das furadas na estória e das críticas negativas), mas esse foi também muito interessante. Acho que o Edward Norton como Bruce Banner ficou melhor do que o Eric Bana.
Tem muita ação, o começo é muito legal por ter sido filmado no Rio de Janeiro (na favela da Rocinha); tem o Abominável; o Stan Lee - um dos criadores do Universo Marvel - faz sua ponta(como em todos os filmes da Marvel); Lou Ferrigno aparece novamente(e o cara ainda está grande); Rickson Gracie também faz sua aparição ensinando algo parecido com Aikido para Bruce Banner. E tem a Liv Tyler...
E, no final, o que todo mundo já sabe: Tony Stark dá as caras e, diante de um General Ross bêbado, solta a frase "We are putting a team together" ("Nós estamos montando um time"). RÁ ! Só pode ser a deixa pro filme dos Vingadores! Vai sair ou não vai???
E agora falta pouco, bem pouco, pra Batman - The Dark Night:
Tivemos algumas visitas por aqui, recentemente. Semana restrasada, a Ana Paula veio pra cá trabalhar. Aproveitamos o domingo pra dar uma volta pelo Gyeongbokgung, o grande palácio de Seul (aquele do qual nós já falamos AQUI):
E nesta semana foi a vez do Fábio vir pra cá a trabalho. Ontem, sábado, fomos ao palácio Deoksugung (também já falamos dele AQUI) e, à noite, fomos à churrascaria brasileira "Ceia", a mais representativa aqui da Coréia:
E andando pelas ruas de Seul, pudemos ver algo interessante: os protestos ainda continuam. Praticamente, todas as noites transformam-se em palcos de vigílias anti-carne estadunidense, anti-vaca lôca, anti-presidente, etc. . Na praça da prefeitura, várias barracas e estandes incentivando a participação do povo, além de faixas na rua:
Mas o ponto interessante é que, cada vez mais, surgem os grupos "anti-protesto anti-vaca lôca", "anti-protesto anti-estadunidense"...sim, tem uma turma perseverante que procura mostrar, pacificamente, a importância dos EUA para a Coréia do Sul, tentando clarear um pouco a mente recentemente nublada de grande parte da população.
Não sou tiete dos EUA(muito pelo contrário). Mas a importância deles para a Coréia do Sul foi e é fundamental. Os EUA foram os grandes aliados contra a Coréia do Norte e, graças à presença dos militares estadunidenses aqui, a paz mantém-se relativamente estável na península. O exército norte-coreano é muito mais numeroso, mas o poderio bélico dos EUA aqui é bem superior. Isso garante a "tranquilidade".
Mas, claro, tem protesto contra os EUA. Exigem que eles saiam do país, que deixem a Coréia, etc. . Bom, se isso for acontecer, nos avisem, que a gente vai atrás (não vamos ficar aqui esperando o maluco do norte invadir). Memória popular curta, aparentemente...
E essa turma mais esclarecida, neste final de semana, expôs fotos e cartazes explicando os pontos positivos e o porque os EUA são importantes para o país. Uma atitude louvável e sã, a fim de balancearem um pouco a histeria coletiva que tem tomado conta da capital:
Esta semana estaremos por aqui. Semana que vem tiraremos 1 semana de férias, dessa vez, sem viagens estranhas, sem lugares muito exóticos, sem caminhadas por becos inusitados. Vamos pra praia mesmo, pra desligar os neurônios e diminuir drasticamente as sinapses.
Muito obrigado a todos que deixaram comentários e parabéns no post anterior. As coisas vão indo bem, os enjôos continuam, a fase vomitória ainda não acabou. Mas vai passar...
Foi anunciado no início da semana que o governo decidiu postergar a importação da carne estadunidense até sabe-se lá quando. Os protestos funcionaram, e o presidente sul-coreano foi forçado a recuar e não fechar o acordo. Infelizmente, a ignorância maciça venceu a lógica científica, e o acordo não saiu.
Com isso, resta agora aos EUA terem um pouco de sangue quente, e pensarem nas próximas ações com estilo. Seria muito interessante ver os EUA, por exemplo, cancelando a importação de celulares coreanos (LG e Samsung), ou mesmo aumentando os impostos para os carros (os Hyundai que saem daqui). Aí sim, o país sentiria o peso da decisão que tomaram e, provavelmente, pensariam com um pouco mais de razão, e não simplesmente mobilizados por alguns poucos com segundas intenções.
Digo "alguns poucos" pois são esses que manipulam as massas, ou melhor, "a massa". Um país pequeno (60 milhões de habitantes), com a grande maioria da população em Seul, faz com que seja um prato cheio para meia dúzia de espertos (professores, sindicatos) tomarem as rédeas e conduzirem o povo. Um povo que cresce seguindo ordens, seja em casa, na escola ou no trabalho, e raramente têm chance de se expressarem individualmente, devido ao grande senso de grupo, onde o coletivo é mais importante que o indivíduo.
Sim, foi esse senso de comunism...quero dizer, "comunidade" que fez o país crescer. Mas agora é hora de olhar pra frente, e forjar novas alianças econômicas a fim de darem o passo seguinte do crescimento. Ficar agarrado ao nacionalismo vai deixar a Coréia do Sul para trás, enquanto os pequenos gigantes asiáticos (Tailândia, Vietnã, Malásia, etc.) avançarão cada vez mais, sem falar no mastodôntico vizinho (China) e o já mais que desenvolvido e futurista desafeto (Japão).
Desejo ao presidente Lee Myung Bak muita coragem para fazer tudo o que tem que ser feito, caso contrário, tudo que o país conquistou nas últimas duas décadas pode ir por água abaixo. O mundo muda muito rapidamente, e adaptação imediata é tudo. E, infelizmente, essa não é uma das qualidades coreanas. Mas esperemos que os jovens (os mesmos que hoje estão nos protestos) percebam o que está acontecendo e mudem sua postura. Aí, haverá uma chance.
E, também, que a polícia mostre um pouco de brio. Afinal de contas, ficar parado enquanto os manifestantes colam selinhos anti-EUA nos escudos é demais:
Imaginem se fosse a tropa de choque, em São Paulo...
E ainda falando de protestos, sempre reiteramos aqui que a Coréia é a "Terra dos Protestos". Não sem razão: sempre tem alguma manifestação rolando, seja essa do anti-FTA, ou seja pró-Tibete, ou seja pra tirar os soldados estadunidenses do Iraque (o que eles têm a ver com isso, eu não sei), qualquer coisa. O importante é manifestar. Se você perguntar para um coreano adulto se durante a juventude ele participou de alguma manifestação, orgulhosamente ele dirá que sim. Mas se você perguntar qual era o motivo do protesto, ele provavelmente não lembrará. Pois o lance era "participar do grupo". Ou seja, é uma espécie de "rito de passagem" mesmo...
E tantos são os protestos (e muitos deles insanos, com gente se ateando fogo, comendo bandeiras, etc.), que esse assunto rendeu um artigo no site "Who Sucks" (ou, na melhor tradução que eu consigo pensar, "Quem enche o saco" ou "Quem é um pé", e similares).
Vale a pena ler a matéria. Tem desde o cara acima que abaixou as calças na rua quando a Coréia perdeu pra Suiça na Copa de 2006 (olha o motivo...), até o cara que cobriu o corpo com abelhas para protestar contra o Japão, em relação ao assunto Dokdo-Takeshima (um pedaço de rocha no meio do mar que Coréia e Japão disputam há certo tempo):
E apenas pra deixar registrado, assistimos Speed Racer e Indiana Jones no cinema. Que se lasquem os críticos: Speed Racer foi muito legal, com muitas referências ao desenho, os sons, Mach 5, Corredor X, o visual, a pose ao sair do carro, trilha sonora, etc. . E Indiana Jones foi pra lá de nostálgico, valeu também.
Pra fechar com um pouco de risada, muita gente aí lembra de USA for Africa com "We are the World", com certeza. E a versão japonesa, vocês conhecem? Se não conhecem, vejam abaixo. Os caras não são fracos nas imitações:
A temperatura está subindo cada vez mais por aqui. Os casacos já foram pra lavanderia e estão de volta ao fundo dos armários, bem como as luvas, os cachecóis e os gorros. Agora é hora de voltar a usar o ar condicionado, as bermudas, chinelos.
E também é a época do ano em que reaparece nos supermercados a "Bamboo Wife" ou, em português, a "Esposa de Bambu":
Quando chegamos na Coréia, 2 anos atrás, vimos essas coisas nos supermercados, mas não conseguíamos saber o que era: travesseiro de palha? Enfeite de chão? Banana estilizada? E não havia nenhuma ilustração, nada que pudesse esclarecer a utilidade do artefato singular. Ou seja, só poderia ser algo típico coreano, parte do dia-a-dia, que não necessitava de explicações.
Pergunta pra um, pergunta pra outro...uma risadinha nervosa aqui, outra ali...até que alguém resolve explicar: o aparato em questão era o que eles chamam de "Bamboo Wife", a "Esposa de Bambu". O significado do nome: durante o verão, as altas temperaturas e a umidade fazem com que os coreanos não consigam, digamos, abraçar suas esposas ao dormir. Mas eles querem abraçar algo...então, cada um tem a sua bamboo wife que, sendo de bambu e tendo vários orifícios que permitem a circulação de ar, torna a tarefa mais...ahn...agradável. Pode parar de rir. Parece piada, eu sei, mas faz parte da cultura coreana. E vende que é uma beleza !!!
E pra quem acha que acabou a manifestação contra a importação de carne estadunidense, é todo dia que tem. Semana passada estivemos no sábado à noite passeando pelo centro da cidade, e o bicho estava pegando. Cerca de 30 pessoas foram presas, mas liberadas em seguida. A polícia aqui não faz muita coisa mesmo, têm medo de se impor e, com isso, ninguém os respeita. Bêbados gritam com os policiais, jovens os atacam, e fica por isso mesmo.
Bom, e a praça do City Hall ficou cheia novamente em função dos protestos:
Enfim...mas está quase nos finalmentes. Tudo indica que será definitivamente liberada a importação da carne dos EUA, a preços muito mais baixos que a carne coreana. E, obviamente, sem nada de "vaca louca".
Pra quem lembra do Nandaemun, o antigo portal - Tesouro Nacional No. 1 - que foi destruído por um louco incendiário meses atrás (veja AQUI), foi anunciado há alguns dias que a restauração do mesmo será concluída em 2012, a um custo de 25 bilhões de Won coreano (ou 24 milhões de dólares). Tem chão ainda:
A trilha sonora para iniciar este post é a fantástica "A Passage to Bangkok", do álbum 2112, lançado em 1976 pelo megasuperhipertrio canadense, RUSH(Rob Daniel, pra você):
Devido ao feriado prolongado na Coréia no começo do mês (de 1 a 5 de Maio), aproveitamos a oportunidade para viajarmos para a Tailândia, mais precisamente, Bangkok, capital do país:
O Reino da Tailândia fica no Sudeste Asiático, e é talvez o mais conhecido, visitado e desenvolvido país daquela região:
É o terceiro país que visitamos no Sudeste Asiático (estivemos no Vietnã em 2006, e no Camboja em 2007). E os três países são muito diferentes, apesar de terem muita história em comum.
Bangkok é uma grande e vibrante cidade, com cerca de 15 milhões de habitantes (registrados e não-registrados), e um enorme contingente de estrangeiros em busca de oportunidades, trabalho e...esposas. A quantidade de homens europeus (em sua grande maioria alemães e ingleses) na casa dos 60 anos ou mais, acompanhados de tailandesas geralmente bem mais novas (namoradas ou esposas, não prostitutas), é impressionante. A Tailândia é um oásis para homens que, divorciados ou viúvos, querem começar uma nova fase da vida, ao invés de ficarem envelhecendo sozinhos em seus duros países (nota: não vimos italianos, espanhóis, portugueses nessa faixa etária...ou seja, percebe-se aí um fenômeno cultural, pois a vida nesses países é bem mais atraente - e as mulheres também - ou seja, não há a necessidade de procurar uma alternativa na Tailândia).
E há uma grande tolerância: ninguém critica, os tailandeses têm suas esposas, as tailandesas que querem se ajustar com um estrangeiro estão por lá, e tudo transcorre muito bem. Diferente da Coréia, onde os coreanos ficam extremamente irritados e agressivos quando vêem estrangeiros com coreanas, chegando ao ponto de até agredirem as mulheres em público. Felizmente, a nova geração parece estar indo em outra direção, e podemos ver as jovens um pouco mais felizes.
Bangkok mistura o velho com o novo: na região conhecida como "Old City" ficam os templos antigos e o Grand Palace, jóias da arquitetura e da história tailandesa.
No primeiro dia, nosso destino foi justamente a Old City. Pegamos o Sky Train (que é uma espécie de mini-trem suspenso, ou um metrô a céu aberto) e fomos até o pier central. De lá, entramos num barco com destino a Tha Tien, a parada próxima ao primeiro templo que visitaríamos, Wat Pho:
Após cerca de 20min pelo rio Chao Phraya, ancoramos em Tha Thien e, andando alguns minutos, chegamos ao templo Wat Pho:
Wat Pho é o maior e mais antigo templo de Bangkok. Construído no séc. 16, foi reformado e ampliado 2 séculos depois:
Atualmente, Wat Pho é um tradicional centro de medicina, famoso principalmente pelo seu Instituto de Massagem. E, independente de qualquer outra coisa, as construções são magníficas:
No jardim, há interessantes pequenas estátuas representando diversas posições de massagem medicinal:
Nas paredes, há diversas representações de divindades, seres mitológicos, e também cenas do antigo cotidiano do povo:
A Tailândia é um país predominantemente budista, então, imagens de Buda estão por todo lugar. No templo não seria diferente, sendo que uma é mais impressionante que a outra:
Mas nada se compara ao gigante Buda deitado:
A propósito, todo esse "amarelo" que vocês vislumbram nas fotos não é tinta, não...é ouro mesmo:
E até dá pra achar que esse cara aqui embaixo é brasileiro, não? Sentado do lado da placa "Não sente aqui". Figura:
Depois de um bom tempo em Wat Pho, e boquiabertos com tudo aquilo, nos dirigimos ao Wat Phra Kaeo, o templo mais sagrado da Tailândia, que também é vizinho do Grand Palace, onde vivia antigamente a família real. De um local para o outro fomos à pé, observando a cidade:
Chegamos a Wat Phra Kaeo, e a visão da entrada já é matadora:
Por tratar-se de um local sagrado para os tailandeses, há regras de vestimenta. Para os homens, calça e camisas com mangas curtas pelo menos. Para mulheres, calças compridas ou saias. A Selma estava com uma calça "pescador", e não conseguiu entrar assim. Então, teve que alugar uma espécie de "sarongue". Ficou uma beleza:
Ao invés de escrever um monte sobre o local, as fotos podem descrever melhor:
Nessa torre dourada abaixo, a Phra Si Rattana Chedi, encontra-se um pedaço do osso esterno (é com "s" mesmo, lembram das aulas de ciência? É o osso do peito, que sustenta as costelas e a clavícula) de Buda:
O lugar é feroz, já deu pra perceber:
E, ao lado dele, o Grand Palace, a antiga residência oficial da família real. Hoje, apenas um museu:
Após um rápido tour pelos jardins do palácio, fomos pra rua a fim de procurarmos um lugar pra almoçar. E, estando em Bangkok, que lugar melhor pra provar a comida de rua? A regra de ouro é: se está cheio de gente e, principalmente, gente do local, pode ter certeza que o lugar é bom!
Paramos então numa barraca que vendia macarrão ao preço de 40 Baht (aproximadamente, uns R$ 2,50), e pedimos 2 porções. Tava bom:
De barriga cheia, fomos para Wat Arun, outro belo complexo do lado oposto do rio:
Wat Arun é do séc. 18, e a arquitetura é derivada do estilo Khmer, o mesmo estilo encontrado nos templos do Camboja (pra lembrar, clique AQUI).
De volta ao ancoradouro, pegamos o barco-táxi e voltamos para a estação do sky train. Hotel, banho, e a caça a um local para jantar. Encontramos um restaurante - com preços um pouco mais altos, mas nem tanto - e refestelamo-nos com curry verde e Tom Yam, a tradicional e famosa sopa tailandesa à base de tomate, camarão, cidreira, coentro, pimenta, limão e outras especiarias. Fantástico:
Dia seguinte era dia de explorar a vida normal de Bangkok. Primeira parada, Dusit, onde fica a casa da família real (fechada ao público), alguns parques, e o zoológico. Andamos por umas boas 2 horas ao redor do local:
Em toda Bangkok, fotos do rei, da rainha e da família real decoram as ruas. Eles são extremamente respeitados e reverenciados no país:
No caminho para o rio - para pegarmos o barco-táxi - experimentamos uma outra tradição de Bangkok: as porções de fruta vendidas na rua. Assim como no Brasil compra-se na rua, por exemplo, pipoca, na Tailândia compra-se fruta picada. Ora, se a gente come abacaxi na esquina da Santa Ifigênia com a Aurora, porquê não ia comer fruta aqui? O esquema é o seguinte: escolhe-se a fruta - entre abacaxi, goiaba, manga e mamão - o tiozinho pica ela em pedaços pequenos, põe num saquinho e te dá uns palitos pra ir comendo na rua. Nããã, não tem nada de luvinha, não. É com a mãozona mesmo que ele parte a fruta, sem stress. E ele te oference também um saquinho de açúcar e um de pimenta, assim, você pode comer sua frutinha no esquema agridoce. O preço: 20 Baht (aproximadamente, R$ 1,50):
Caminhamos por algumas ruas em direção ao pier:
E lá chegamos:
E uma das diversões é dar comida aos peixes (você compra pedacinhos de pão) que, provavelmente, depois viram comida nos restaurantes ao redor. Espertos esses tailandeses:
Em relação aos monges: o budismo praticado na Tailândia é o Theravada, sendo que 95% da população é budista. Todos os homens passam por um período da sua vida (alguns meses) como monges - similar ao serviço militar obrigatório. Alguns continuam os estudos e as práticas, outros retornam à vida normal. Na hierarquia social, os monges estão imediatamente abaixo da família real, ou seja, são extremamente respeitados. E há a questão da interação com mulheres: é proibido aos monges tocar uma mulher, ou receber qualquer coisa diretamente dela. Não há problema algum em conversar, mas tem que se observar a distância. E nos barcos e trens há avisos especificando áreas exclusivas para os monges.
Continuando nossa caminhada urbana, desembarcamos em Pak Khlong, e fomos para a área indiana da cidade, nas proximidades do grande mercado Phahurat, um amontoado de lojas que vende principalmente roupas. Ruas apertadas, um monte de gente, calor humano...vida real:
Com fome (pra variar), paramos em outra barraquinha pra comer um típico acepipe islâmico: bayia, pequenos bolinhos de farinha com um molho levemente picante. Bom pra caramba (se quiser a receita, pegue-a AQUI):
Após mais algumas horas andando, chegamos à Chinatown de Bangkok: aquela bagunça típica de qualquer Chinatown, uma mistura de gente, cores, cheiros e outras coisas mais:
Dali pegamos o metrô e retornamos para o hotel. Foram umas 7-8 horas andando sem parar, tínhamos que dar uma relaxada antes de irmos à noite para o mercado noturno, o Suan-Lum Night Bazaar, uma enorme área vendendo de tudo um pouco:
Um grande mercado...mas o maior ainda estava por vir.
No dia seguinte, fomos ao mercado Chatuchak, uma gigantesca área com mais de 6.000 estandes (alguns falam em 15.000!) com tudo que se pode imaginar: roupas, artesanato, comida, bijuterias, etc. . Com preços extremamente baixos e a capacidade de barganha, mesmo com o calor (acima dos 35oC) valeu a visita. Calças de puro algodão a R$ 15, saias a R$ 12...para os ávidos consumistas, é um paraíso:
Claro, mais comida de rua: rolinhos primavera e, depois, pad thai no "restaurante" a céu aberto(se quiser a receita, clique AQUI):
E um suquinho de mixirica feito na hora, que nem no Brasil (na Coréia não tem isso, nada de frutas tropicas à vontade, infelizmente):
No dia seguinte, dia de ir embora, um último giro pela cidade, e uma visita ao parque Lumphini, uma enorme área verde, com construções interessantes e muitos idosos exercitando-se. Não simples caminhadas, mas treinos de Tai Chi Chuan, Kung Fu e outras coisas "radicais". As pessoas envelhecem de forma diferente na Ásia. Em outras palavras, envelhecem melhor:
Bangkok é uma cidade fantástica, com um povo amável e tranquilo. Você se sente muito à vontade, sem aquela formalidade excessiva de algumas grandes capitais. Comida boa, preços baixos, e muito pra se ver.
Abaixo, mais algumas fotos desse local tão pitoresco. Mas, antes, pra fechar, um clássico dos anos 80, "One night in Bangkok". Pros trintões relembrarem:
Esperamos que tenham gostado. Voltamos semana que vem.
Este é um post intermediário: estou com problemas no UOL, estava fazendo o post da Tailândia com as fotos e, de repente, o sistema não aceitou o upload de mais fotos. Liguei para o atendimento e eles me disseram que provavelmente o problema será resolvido em mais algumas horas mas, como são mais de 22h aqui, vou deixar pra verificar amanhã. E isso só me leva a cogitar a possibilidade de migrar para o Wordpress, mas gostaria de migrar todo o blog, e não somente mudar de uma vez, pois não quero perder o histórico, nem alterar as datas dos posts antigos. Alguém aí sabe como migrar um blog completo do UOL para o Wordpress, mantendo datas dos posts originais? Caso saiba, favor me informar. Tentei importar de várias formas no Wordpress, mas sem sucesso...claro, se o UOL resolver o problema, fico por aqui mesmo...
E, só pra constar, CLARO que nós fomos ver Homem de Ferro no cinema:
E, como dizem os estadunidenses, é um "kick ass movie" ! Nada como ter um diretor (J. Favreau) que gosta do personagem, sabe como são as coisas no mundo dos quadrinhos, e faz um filme bem fiel.
Agora é ver Speed Racer, Indiana Jones no final do mês e, em Julho, a apoteose: Batman, o Cavaleiro das Trevas !
"The rain on my chest is a baptism - I'm born again...I smell their fear...and it's sweat." (Batman, O Cavaleiro das Trevas - Frank Miller, 1986)
Vocês devem se lembrar que algumas vezes falamos do FTA (o "Free Trade Agreement" - Acordo de Livre Comércio) entre Coréia e EUA. Se não lembram, dêem uma olhada AQUI, e AQUI.
E tudo se repete: o novo presidente, Lee Myung Bak, parece ser linha dura, e está tomando algumas ações que mostram clareza de idéias e vontade de tornar a Coréia um país muito mais evoluído do ponto de vista da globalização e integração com o resto do mundo. Ele é extremamente favorável ao FTA, principalmente no que diz respeito à importação de carne bovina dos EUA.
Segundo os coreanos, a carne estadunidense não é boa de ser consumida em função do "mal da vaca louca"...porém, muitos vêem isso apenas como um protecionismo, a fim de não prejudicarem a "pecuária" local. Ora, visto que o kg da carne importada dos EUA poderia custar algo em torno de US$ 20 (sim, é caro, mas preparem-se...), os produtores locais entrariam pelo cano, já que a carne coreana custa cerca de US$ 80/kg !!!
E dá-lhe protestos, manifestações, passeatas, etc. . A última foi na semana passada, com cerca de 10.000 pessoas na região do City Hall, centro da cidade:
Sinceramente, espero que o presidente aprove logo isso, e possamos ter carne bovina a preços melhores. E quem tiver "medo" da vaca louca que continue comprando a carne local e pagando 4 vezes mais. Democracia aliada a crescimento: a indústria automobilística brasileira desenvolveu-se tremendamente após a abertura do mercado. Que o mesmo aconteça na Coréia, com os alimentos.
Então, esquecemos de falar do Ice Bar que visitamos há algumas semanas. O Ice Bar é - em teoria - um bar construído de gelo. Ou seja, para manter a estrutura, a temperatura no seu interior fica em -5oC. Há outros Ice Bars pelo mundo, inclusive um Ice Hotel na Suécia.
Fomos lá com uma grande expectativa, mas ficamos um pouco decepcionados. O bar não passa de uma pequena sala, com música eletrônica e alguns drinques. Você fica lá por cerca de 10 ou 15min, e vai embora (pois não é muito confortável). A experiência foi interessante, mas pra ir só uma vez: você chega, eles emprestam um casaco e luvas, toma um drinque, tira umas fotos e tchau. Basicamente, é uma incursão por um frigorífico:
Na foto abaixo, nós com a cambada de australianos:
E só pra fazer uma graça, aí vão duas fotos do baile de gala na semana passada, na Flórida. Até parece gente:
O post dessa semana atrasou pois voltamos hoje de Bangkok, na Tailândia, onde passamos o feriado prolongado que tivemos na Coréia. Não precisa falar que a cidade é nota 10! Fotos e relato em breve.
Obviamente, sob um fortíssimo esquema de segurança, a tocha passou pela cidade até chegar ao centro, no City Hall:
Fotos:UOL
Claro que, como em outros países, havia manifestantes anti-China e os adversários pró-Beijing (ao que estima a polícia, cerca de 6.000 chineses simpatizantes com a capital). O confronto era inevitável, mas o contigente policial era enorme: 8.000 policiais coreanos protegendo a tocha ao longo do percurso:
Foto:Yonhap
Isso fez com os protestos fosse inibidos, sendo que, aparentemente, apenas 5 pessoas foram presas. Inclusive mais um extremista, um norte-coreano refugiado que tentou colocar fogo em si mesmo para protestar:
Foto: Associated Press
A polícia foi rápida e impediu o "martírio". Sinceramente, não vejo a vantagem em se atear fogo para chamar a atenção. Isso aconteceu também no ano passado, quando um taxista ateou fogo em si mesmo em protesto ao acordo de livre comércio EUA-Coréia: ninguém prestou atenção, o cara morreu, e tudo continuou igual...
Infelizmente, não pudemos ver a tocha pois, em função de um evento da empresa, viajamos na 5a. feira para os EUA e hoje estamos teclando aqui da Flórida, preparando-nos para retornar à Coréia depois das atividades na 6a. e no sábado. Agora, é encarar umas 24 horinhas de viagem e chegar na 2a. à noite em Seul...
E nesta semana completamos 2 anos de Coréia. Saímos do Brasil em 22 de Abril de 2006, chegando em Seul no dia 24. Ou seja, na última 5a. feira chegamos à metade do nosso período coreano, já que nosso contrato - a princípio - é de ficar por 4 anos. E dentro de mais alguns dias, o blog também faz aniversário, esse espaço internético que criamos para poder dividir nossas experiências aqui na península. Pra quem quiser lembrar de 2006, clique abaixo (o vídeo de 2007 ainda está no forno):
Graças ao feriado prolongado nessa próxima semana (1o. de Maio, dia do Trabalho e 5 de Maio, Dia das Crianças, que aqui é feriado nacional), viajaremos mais uma vez para o sudeste asiático. Dessa vez, visitaremos a Tailândia, ficando na capital Bangkokpor cerca de 4 dias. A idéia - como no Vietnam e no Camboja - é conhecer a parte histórica, cultural e, principalmente, gastronômica! Como tem comida boa na Tailândia!!! Fotos da viagem nas próximas semanas.
Bangkok à noite
Ficamos por aqui enquanto nos preparamos psicologicamente para o longo vôo. O post da semana que vem pode dar uma atrasada de 1 dia, mas vai sair (com direito a foto de gala e tudo mais...pfffff...).
Algumas semanas atrás, visitamos o aquário do COEX. COEX é um grande centro comercial em Seul, com lojas, restaurantes, cinemas, etc. . Um grande shopping center que também possui um interessante aquário.
Não é como o Sea World, obviamente é um pouco mais modesto, mas a visita vale a pena, e não deixa a desejar perante outros aquários. Também não é o único aquário de Seul, no futuro visitaremos o outro que fica no 63 Building.
Há uma área interessante chamada "Amazonian World", que possui alguns peixes e animais brasileiros:
O Pirarucu estava lá:
E as famigeradas e assustadoras piranhas também:
O que nos faz recordar um clássico trash, "Piranha 2: Flying Killers":
O vídeo merece ser visto, é um trecho do filme com as ditas cujas. Aliás, o filme passou aqui na Coréia há uns 2 meses. Rimos muito:
E falando-se em bichos "assustadores" (essas piranhas voadoras são uma piada), também haviam alguns displays com escorpiões, morcegos e outros. Interessantes:
E abaixo outros figuras que vimos por lá:
Um lugar legal. Vamos ver o outro depois para comparar...
Em outro final de semana fomos a um outro bairro famoso de Seul, Myeong-dong. Ruas chapadas de gente, várias lojas de roupas, bijuterias, restaurantes, cafés, etc. . Barganhas nas ruas e nas lojas, música na rua, um lugar legal para o final de semana:
Se tudo correr bem, faremos uma viagem no começo de Maio, durante o feriado prolongado por aqui: 1o. de Maio (Dia do Trabalho, como no Brasil) e 5 de Maio (Dia das Crianças, que é considerado feriado aqui). Vamos ver...
O PRIMEIRO - OU MELHOR, "A PRIMEIRA" - ASTRONAUTA DA CORÉIA
Terça-feira passada, dia 8 de Abril, foi um dia histórico para a Coréia. A bordo da espaçonave russa Soyuz, integrante da missão Soyuz TMA-12 à Estação Espacial Internacional, estava a primeira (isso mesmo, A primeirA, no feminino) astronauta coreana, Yi Soyeon:
A ênfase no fato de ser uma mulher é óbvia: sendo a Coréia um país cuja sociedade é extremamente machista, onde as mulheres não têm as mesmas chances que os homens, não é de se estranhar o fato que o primeiro coreano a ir para o espaço - algo de grande importância no âmbito científico - seja uma mulher??? Mas tem sua explicação...
Após uma série de negociações, a Coréia convenceu os russos a levarem consigo um coreano (mediante o pagamento da modesta quantia de US$ 25 milhões). Assim, testes foram feitos a fim de identificarem os potenciais candidatos e, após uma bateria de avaliações, duas pessoas foram escolhidas: a jovem cientista Yi Soyeon, de 29 anos, doutoranda em biotecnologia; e o rapaz abaixo, Ko San, de 31 anos, especialista em robótica:
Em Setembro de 2007, Ko San foi escolhido para ser enviado ao espaço, aparentemente em função de seus resultados nos testes. E também, claro, pelo fato de ser homem E trabalhar para a mega-corporação coreana Samsung.
Mas, o que ninguém esperava (quer dizer, alguns esperavam por algo semelhante), é que o rapaz iria quebrar os protocolos: o mancebo violou diversas regras e procedimentos de segurança e removeu do centro de treinamento russo vários materiais técnicos e inclusive enviou um manual de treinamento para a Coréia!
Veja bem: estamos falando dos russos aqui. Quem, em sã consciência, iria fazer algo desse tipo e correr o risco de se queimar...o mané arriscou, e se deu mal. O pior é que estão falando em espionagem, mas ele diz que fez o que fez "sem querer", "foi um descuido"...tá, mandar um manual de treinamento estritamente confidencial pra Coréia foi "sem querer". Se regras existem, elas devem ser cumpridas, ainda mais num ambiente extremamente controlado como é um programa espacial. Afinal de contas, não seguir regras relativamente simples como essas podem ser um indício que ele não seria capaz de seguir outras ainda mais severas. Isso, numa estação espacial, pode ser totalmente fatal.
Deu no que deu: Yi Soyeon, que era a 2a. alternativa, foi escolhida e partiu para o espaço na última 3a. feira:
Com isso, ela torna-se a 6a. mulher a realizar uma viagem espacial, sendo a 2a. mulher asiática (a primeira, foi a japonesa Chiaki Mukai).
Em todos os blogs que expatriados escrevem na Coréia só se fala nisso, afinal de contas, foi algo inesperado: uma mulher representando a Coréia no programa espacial. Em função de uma cag...pisada na bola de um homem! Sinais dos tempos na península coreana. Parabéns a Soyeon!
E sempre é fácil ver quando tem casamento por aqui: é só procurar pelos carros enfeitados, que geralmente estão levando os recém-casados para o aeroporto:
E, mesmo sem o carro, é fácil identificar os casais: aqui na Coréia, existe essa mania tonta de os casais usarem as mesmas roupas. Então, é só procurar pelos pombinhos combinando:
Ontem demos mais uma explorada por Hongdae, inclusive visitando um Ice Bar. Interessante nos primeiros 45 segundos, decepcionante depois. Fotos em breve.
E com a chegada da Primavera, as cerejeiras, magnólias e demais parentes enfeitam a cidade:
Não sei se estão falando algo aí no Brasil sobre a tensão aqui na península coreana, mas o novo presidente sul-coreano (Lee Myung Bak) está começando a mostrar a que veio. O cara começou a endurecer com a Coréia do Norte, dizendo que não vai ser mole como seus dois antecessores. Até então, os caras estavam ajudando o Norte em tudo: enviando gente, comida, artigos de primeira necessidade...agora, acabou a festinha: o novo presidente quer que o "Querido Líder" mostre que está no caminho da paz, ou seja, quer que ele comece a mostrar mais ações humanitárias, que garanta o desarmamento nuclear, etc. .
A reação do Norte foi imediata: expulsou os oficiais sul-coreanos, falou que o novo presidente não sabe o que está falando, e que isso pode custar a paz na região. Imediatamente, começou a fazer "testes" militares, soltar um foguetinho aqui, outro ali. A coisa não tá boa...pra ajudar, o general estadunidense responsável pelo exército dos EUA estacionado aqui na Coréia do Sul já disse que não tem problema: se precisar, detona os norte-coreanos mais rápido do que se pode imaginar.
E a vida continua...é bom que esses dois pensem bem antes de fazer qualquer besteira:
Hoje demos uma volta pelo bairro de Hongdae, famoso pela vida noturna e pelas lojas "descoladas". Por ter uma grande universidade no local, as ruas estão sempre cheias de gente, desde os mais conservadores (maioria coreana) até os mais ousados, que não são muito populares ainda aqui na Coréia. Ao contrário do Japão, onde cada um se veste como quer (seja na rua, no comércio, ou no escritório), aqui na Coréia ainda há muito preconceito. Então, as pessoas dão vazão à sua criatividade em guetos como os bairros de Hongdae, Sinchon, e outros.
Tomara que, num futuro próximo, os jovens tenham um pouco mais de liberdade para se expressar e serem criativos. Hoje em dia tudo é muito "padronizado", e ser um ponto fora da curva pode custar caro. Professores que batem nos alunos, pais opressores, ambiente de trabalho sufocante: tudo isso leva a um consumo desenfreado de álcool (homens e mulheres) e tabaco (homens), e a saúde dos jovens vai pro espaço, sendo muito comum ver homens na faixa dos 30-40 anos hipertensos e com problemas cardíacos. Um dos rapazes do escritório me disse que parou de beber há cerca de 1 ano, pois seu fígado estava a ponto de parar de funcionar. A idade dele: 36 anos.
Mas há esperança. Abaixo, algumas fotos de Hongdae, com exemplares da "fauna" e da moda local (algumas semelhanças com as "gothic lolitas" de Tóquio não devem ser mera coincidência):
E a Primavera chegou de vez, as árvores começaram a dar seu show. Em breve, mais fotos:
Pra fechar, um dos vídeos mais engraçados que vimos aqui. Assistam e reparem em apenas uma coisa: o baterista! Esse é o baterista coreano mais animal de todos! Vejam:
De verdade. Em função de 2 viagens uma em cima da outra (de 2a. a 4a. na China, avião pro Japão, chegada em Nagoya na 4a. à noite, reunião atrás de reunião, de volta pra Coréia na 6a. à noite), o estômago foi pra casa do chapéu, deu "malestar", fiquei totalmente estragado. Ontem já entrei no eixo, mas foi bem embaçado.
O que aliviou um pouco foi a passagem pelo Japão. Mesmo sem ter tempo de passear, antes de pegar o trem para o aeroporto deu para bater uma foto aqui e outra ali. Como eu sou fanático pelo Japão (ora, vejam AQUI e AQUI, e o vídeo AQUI), valeu a pena mesmo na correria:
E as cerejeiras já começam a dar seu show, mesmo em Nagoya. Imagino Kyoto como deve estar ficando, agora na época da Sakura:
Interessante ter visto esta placa, num terminal de ônibus da cidade:
Repararam? Em todos os lugares do mundo, é muito comum ver traduções para o inglês, espanhol e francês. Muitos, também para o japonês. Mas achei bem interessante uma placa indicativa, no Japão, ter a tradução para o Português! Ok, brasileiros no Japão são muitos (cerca de 300 mil?), mas não esperava por isso. Nagoya é um ponto tradicional de brasileiros em função de ser uma cidade tipicamente industrial?
E conversando com os japoneses e observando-os, fica cada vez mais fácil entender a diferença entre eles e os coreanos. Não vou colocar aqui no blog minhas impressões a respeito disso a fim de tentar deixar este espaço o mais neutro possível, mas vou falar brevemente sobre algo notável: roupas masculinas.
Traje tradicional do japonês no escritório: terno preto. Em 99% dos casos. Sóbrio. Mais nada. Podia ter um azul marinho, às vezes aparece um cinza mas, no geral, preto. Ok, bem formal. Podia ser um pouco mais diversificado.
Traje tradicional do coreano no escritório: terno prata! Prata??? Sim, prata. Cinza? Não, e' prata mesmo. Não acredita, certo? Bom, veja abaixo:
Isso foi uma febre no ano passado, mas ainda perdura. Lembram do Homem de Lata do "Mágico de Oz", aquele que queria um coração? O próprio:
Sinceramente, eu acho muito feio, e a patroa compartilha da mesma opinião. Mas gosto é gosto, não se discute, se lamenta, e vamos em frente.
E o que vai em conjunto com o pratinha aí em cima também é digno de nota. Vejam abaixo algumas vitrines de Seul, com o último da moda, ahn, masculina, e suas combinações camisa-gravata-colete (na 2a. foto, vejam os conjuntos no canto superior esquerdo):
Um pouco de cor é bom, mas...enfim...
E nem deu pra gente comemorar nosso 2o. aniversário de casamento, que foi nesta semana que passou, já que o mané estava fora (e quase 2 anos de Coréia também). Pra não passar em branco, aí vai outra caricatura nossa feita ano passado, em Tóquio (a primeira está AQUI, feita no Brasil, 2 anos atrás). Interessante ver como a caricaturista japonesa nos retratou, ressaltando características que no Brasil passariam batido. Ou seja, enxergamos as pessoas, realmente, segundo nossas únicas referências, e nada mais:
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