Post 49

KONGLISH

Como em alguns outros países asiáticos, o inglês na Coréia às vezes passa por algumas, digamos, "transformações". A língua coreana (Haengul) tem vários fonemas, e é capaz de reproduzir diversos sons comuns em línguas ocidentais, fazendo com que os coreanos consigam pronunciar quase perfeitamente palavras em inglês, espanhol, etc., até mesmo português.

Porém, esses fonemas, quando escritos, são aproximações da língua original. Exemplo: a palavra "Matrix" (estou usando essa pois estamos assistindo Matrix nesse momento - um dos melhores filmes da história, sem dúvida) é grafada, no alfabeto coreano, da seguinte forma: 매트릭스. Para ficar mais fácil:

매 - Mé

트 - Tã (próximo disso)

릭 - Ric

스 - Sã (também, próximo disso, pois o som do caracter "_" é meio peculiar)

Tudo junto, fica Mé-Tã-Ric-Sã. Leia rápido, e você tem algo muito próximo de "Matrix". Os coreanos automaticamente identificam que a palavra veio do inglês, e conseguem ler perfeitamente. Nós, primeiro lemos, depois tentamos achar uma equivalência. Mas o fato de entender o alfabeto já ajuda muito, principalmente a reconhecer lugares e estabelecimentos.

Para algumas palavras, no entanto, os coreanos passam do inglês para o Haengul e, depois, de volta pro inglês. O que acontece aí é a criação de palavras esquisitas, já que, na primeira tradução, já foi feita uma aproximação; na segunda vez, adapta-se novamente, gerando, às vezes, uma palavra nada a ver. Momento nerd: aos engenheiros de plantão, é como uma conversão analógico-digital e, em seguida, digital-analógico. Sempre se perde algo no processo, não importa a qualidade do conversor AD-DA.

Em relação a isso, coloco abaixo uma capa de um livro bem conhecido (a qualidade é duvidosa, mas não importa). "O Código da Vinci", de Dan Brown, em inglês, é "The Da Vinci Code". Vejam o que aconteceu na Coréia, quando o livro foi passado pro coreano e, depois, pro inglês de novo:

Quem será esse Don Brown, que escreveu um livro sobre o casaco de um tal de Da Viche? Eis um exemplo da língua extra-oficial da Coréia, o Konglish (Korean + English). Mais exemplos em breve.

Estive em Shanghai nesta semana (rotina, tem que ir sempre pra lá) e, no meio de uma reunião, toca o telefone. Uma voz "delicada" brada em meus ouvidos:

"Escuta aqui, seu &#!$%¨!, você vem pra Shanghai e não vai falar oi, você vai &¨$#!$, tá me ouvindo?"

Essa fineza toda só poderia vir de uma pessoa: nossa amiga Carla, que mudou-se nesta semana para Shanghai, junto com o Fofinho Matador, seu marido Roberto. Não tendo como declinar tão refinado convite, nos encontramos na 5a. feira para jantar. Muito legal revê-la, Fiota, na próxima vez organiza um jantar na casa de vocês, pra conhecer seu reduto familiar (digo, "organiza", pois cozinhar eu sei que não vai rolar mesmo...):

 

Enquanto isso, na Sala de Justiça...a Selma ficou por aqui, trabalho normal, tudo certo, um cara no trânsito quis bater nela...não no carro, nela mesmo! Pois é, o cara desceu do carro e quis socar ela, depois dele ter dado uma fechada nela e ela ter respondido com um farol alto. Simpático...

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 17h13
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Post 48

COISAS QUE VOCÊ ACHAVA QUE NÃO TINHA NA CORÉIA MAS, TÁ AÍ ! (PARTE 2)

Depois de 1 semana de férias, estamos de volta à labuta. Mas, como vocês devem ter visto no post sobre o Japão, foram ótimas férias. Descansar, descansar mesmo não rolou muito. Mas descansamos a cabeça, com certeza. "Desintoxicamos" um pouco. Agora, de volta à busca por resultados...

Então, tem alguém aí que não gosta de queijo? Impossível, certo? Todo mundo gosta de queijo, seja ele prato, mozzarela, provolone, parmesão, gouda, gruyere, roquefort, gorgonzola, camembert, etc. etc. . Mas tem um povo asiático que não tem o costume de comer queijo e, pior, passa mal quando come. Adivinha quem são? Claro, nossos colegas, os coreanos.

Segundo eles, a "fermentação" do queijo faz com que eles passem mal. Mas, pasme, a principal comida deles (o kimchi) é a coisa mais fermentada que eu já vi! Sei lá, a bactéria deve ser incompatível com o organismo...não é uma tristeza? Como é que alguém pode passar sem queijo???

Enfim, quando chegamos na Coréia notamos a escassez do laticínio nos mercados. O pouco que tinha era importado e a preços exorbitantes. Começamos a nos acostumar, até que fomos achando algumas alternativas: queijo estadunidense "jack cheese", o requeijão cover que já falamos aqui...mas eis que, há um tempo atrás, achamos um novo produto: a cópia do POLENGUINHO!

É um pouco mais suave que o polenguinho, mas a consistência é a mesma e o tipo do queijo também. Foi uma grata surpresa, e agora podemos ter nosso próprio queijinho portátil.

A temperatura continua alta, o verão pegando forte. As chuvas esse ano estão sendo um pouco mais fracas que no ano passado, mas ainda assim incomodam (vejam AQUI o post do ano passado). O rio, por enquanto, só subiu pra valer 1 dia, ainda não vimos enchentes ou alagamentos. Por outro lado, a coisa foi feia na Coréia do Norte, onde milhares de casas foram destruídas.

E em se falando em "coisa feia", o acordo de livre comércio com os EUA tem dado o que falar. Um exemplo: já comentamos por aqui que a carne de vaca na Coréia é um absurdo, chegando a cerca de US$ 80 o quilo. Nós simplesmente não compramos carne de vaca, comemos frango, carne de porco, peixe e frutos do mar. Carne de vaca, só quando almoçamos ou jantamos fora (e, em breve, a churrascaria brasileira que descobrimos aqui, perto de casa! Sensacional!).

Com o acordo, a Coréia poderia importar carne dos EUA, a um preço MUITO menor. O que aconteceu foi que a maior rede de supermercados daqui, o Lotte Mart, anunciou há um tempo atrás que começaria a vender carne estadunidense a cerca de US$ 15-20. Obviamente, isso gerou uma revolta nos produtores-aproveitadores coreanos, que perderiam sua boquinha de vender a carne a preço de ouro. O resultado? No primeiro dia de venda, adeptos do movimento contra o acordo invadiram os supermercados e atiraram esterco nos balcões e nos vendedores!

Sim, é difícil acreditar, mas vejam a foto abaixo do jornal, mostrando a tranquilidade dos manifestantes, a multidão assistindo, e a polícia não fazendo p... nenhuma:

Aqui é a terra das manifestações, tem demonstração e protesto pra tudo. Se a polícia faz algo, ela é taxada de violenta e contra a "liberdade  coreana". Então, fica tudo por isso mesmo, terra de ninguém, depredação da propriedade privada, ofensa a outras pessoas. Se é pra protestar pacificamente, tudo bem. Mas isso é demais, um verdadeiro absurdo! Aparente reflexo infeliz de um povo...

Bom, ficamos por aqui, quem ainda não viu as fotos do Japão é só olhar no post aí embaixo. E mais pra baixo tem Hong Kong, Macau, etc. .

Abraços e até semana que vem!

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 19h03
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Post 47

TÓQUIO É A CIDADE MAIS LEGAL DO MUNDO!!!

Até que alguém prove o contrário. Não estou falando que Tóquio é a cidade mais bonita, ou a mais charmosa, ou a mais histórica. Estou falando que é a mais LEGAL. E ponto. Ora:

- as novas tecnologias nascem lá;

- as pessoas não se incomodam em andar como querem (cabelos, roupas, etc.). Vejam a seguir...

- de um lado, modernidade; do outro, tradição;

- comida sensacional;

- sem dizer que é a cidade onde todos os monstros do Universo aparecem (já viu herói matador de monstro do espaço que não fosse japonês?);

Foram 8 dias e meio na terra do sol nascente, na capital. Alguns dias fomos a outras cidades, mas o principal foi por lá mesmo. Já falei antes por aqui (no post de Kyoto, clique aqui) que sou fascinado pelo Japão desde criança: artes marciais, japanimation, Ultraman, tudo isso fez parte da minha vida desde cedo, e uma coisa puxando a outra foi fazendo com que minha paixão pelo Japão crescesse e eu estudasse cada vez mais a respeito desse país incrível. Morando na Ásia, a oportunidade de visitar terras nipônicas se fez presente, e se concretizou neste ano. Considerando que a Selma também gosta, ficou fácil.

Começa que ficamos em um Ryokan, que é o tipo de hotel tradicional japonês: tatame no quarto, sem cama, dormindo no futon. Nota 10! Além da experiência, o preço é BEM melhor que hotéis normais (diz que não tem cara de filme de terror japonês):

E o café da manhã também era em estilo japonês. Ou seja, arroz, missoshiro, saladinha:

Chegamos na 6a. feira à noite em Narita, pegamos o expresso Keisei Skyliner para Ueno, Tóquio, e fomos para o hotel. Nossa jornada começaria no sábado.

Como sempre, nos locomovemos usando trem, metrô, ônibus, monorail (até teleférico dessa vez). Como a cidade é extremamente organizada (os japoneses são os pais da organização), com um mapa na mão você vai pra qualquer lugar. Às vezes tem que dar uma olhada nos kanjis e fazer algumas associações mas, como praticamente tudo está romanizado (romanji), ou seja, tanto em japonês como também em nosso alfabeto, fica fácil. Como o sistema de metrô de Seul é uma cópia do de Tóquio, já estávamos familiarizados:

1o. dia - Sábado de manhã, fomos para o bairro de Asakusa, visitar o famoso templo budista Senso Ji. Logo na entrada, uma lanterna gigante nos recebe, e no caminho para o templo, diversas lojinhas vendendo comida, souvenirs, tranqueiras em geral. Estava lotado (por ser sábado) e, além disso, era o dia do Hanabi, o festival do verão (fotos mais pra frente), quando as pessoas se vestem com tradicionais kimonos e saem às ruas. Pitoresco, bonito, fascinante:

De lá, resolvemos ir ao bairro de Ueno, e fomos até o Ameyoko, um mercado embaixo da linha ferroviária. E aprendemos o porquê que os feirantes no Brasil gritam tanto: tradição japonesa! Os tiozinhos botam a boca no trombone, mexem com as tiazocas, querem vender o peixe (literalmente) a qualquer custo. Fotos abaixo e também um link para um pequeno vídeo da gritaria:

http://www.youtube.com/watch?v=ZjTYUbiX_W4

Uma paradinha num "fast-food" japonês para comer um Domburi (prato à base de arroz e, geralmente, carne). Um pouco de mímica, e sai um Pê-Efe muito bom: 

Após esse reforço, demos uma volta rápida no Parque Ueno e fomos nos preparar para assistir ao Hanabi, que seria nos arredores do templo em Asakusa:

A tiazinha no hotel nos disse que ia ter muuuita gente. Nós falamos "tudo bem". Aí ela disse que ia ter, de verdade, muuuuuuuuuuita gente. Nós dissemos "ok, sem problemas". Aí ela falou que teria, mais ou menos, 1 milhão de pessoas...nós pensamos "hum, tá..." e dissemos "tudo bem, não tem problema"...santa ingenuidade... Nunca vi tanto japonês junto! Acho que 1 milhão era pouco, não dava pra ver o horizonte de tanta gente!

Cliquem na foto abaixo para verem um videozinho da agitação:

CONTINUA ABAIXO...



Escrito por maschetto às 22h57
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...CONTINUANDO...

O Hanabi é um dos festivais tradicionais, onde há uma longa queima de fogos (mais de 1 hora direto) sobre o rio. Muita gente se veste com kimonos, e a cidade fica muito bonita.

E a organização é de cair o queixo: mesmo com toda essa gente, não tem empurra-empurra, ninguém querendo passar na frente de ninguém, todo mundo esperando sua vez de chegar à ponte e ver os fogos. Pois todos sabem que os fogos ficarão por um bom tempo, então todos terão a chance de vê-los. Não precisa dar uma de esperto, ou ser rude e empurrar. A polícia fica administrando os blocos de pessoas com placas do tipo "ande-não ande", e todos respeitam. É quando entendemos o significado de "Primeiro Mundo".

Depois de cruzar a ponte, paramos no prédio da Asahi, e comemos um lanche cercados por jovens com seus kimonos, todos sentados no chão, num clima de picnic às 22h.

NB (Nota do Blogueiro): ao contrário de um outro certo país asiático, ninguém fica te encarando por ser estrangeiro. Na verdade, só dão uma olhada quando ouvem nossa conversa, já que Português não é uma língua comum, por pura curiosidade. Mas sem fazer cara feia, sem ficar te medindo (como acontece em um outro país asiático).

2o. dia - Domingão, fomos cedo ao parque Yoyogi (Yoyogi Koen), em Shibuya. Um grande parque, sossegado, com grandes alamedas:

 

Esse parque abriga também o maior santuário shintoísta de Tóquio, o Meiji Shrine, um dos três santuários imperiais do Japão. Este foi construído em memória do imperador Meiji, responsável pela abertura do Japão ao mundo, e pelo fim do último shogunato, o shogunato Tokugawa:

 

Depois de bater uma raspadinha (ou raspadona?), saímos do parque para vermos a atração principal do local.

  

A entrada do parque fica na saída da estação de metrô de Harajaku, um bairro famoso por seus frequentadores. Aqui, as pessoas vestem-se de maneira espalhafatosa, cômica, estranha, bizarra. São grupos que encontram-se todos os domingos e são a sensação do local. Além deles, artistas, performers e estrangeiros circulam também pelo local. Abaixo, uma pequena amostra dessa turma:

 

E tinha um figura imitando o Bono Vox, com som e tudo. Cliquem nas fotos abaixo para verem 2 vídeos engraçados do fulano (junto com a versão local do "Zé Gotinha"):

 

http://www.youtube.com/watch?v=Qt_2-ilZV0A

http://www.youtube.com/watch?v=R7Jdmkmjc9E

Dali, fomos para o Shibuya Crossing, o mais famoso cruzamento do mundo. Várias ruas, vários semáforos, e um monte de gente atravessando. Dá um desespero ver aquela massa, mas é uma visão impressionante. Abaixo, algumas fotos e, também, clicando nelas, dá pra ver um vídeo da "ação":

 

3o. dia - Segunda-feira, resolvemos ir para uma cidade ao sul de Tóquio, Kamakura. Cerca de 50min de trem e chegamos a Kita-Kamakura (norte de Kamakura). Kamakura foi o centro do governo japonês do séc. 12 ao séc. 14. É um local tradicional, com arquitetura pitoresca. Abaixo, algumas fotos do templo Tokeiji, do séc. 13, que foi famoso como abrigo de esposas que fugiam de seus maridos brutais. Após ficarem 3 anos nesse templo, elas podiam pedir o divórcio:

CONTINUA ABAIXO...



Escrito por maschetto às 22h51
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...CONTINUANDO...

Depois, fomos para o templo Jochiji, um dos grandes templos Zen de Kamakura. Também do séc. 13, possui 3 estátuas de madeira de Nyorai, uma das representações de Buda:

Fomos então caminhando mais um pouco, passando por construções tradicionais e belas:

E paramos para almoçar num pequeno restaurante que servia soba (o macarrão japonês). Acho que não precisa falar que tava bom:

Com a energia renovada, atravessamos a rua e fomos ao templo Kenchoji, o principal da região. É um dos mais antigos templos Zen do Japão, e o 1o. a ser construído em Kamakura. Simplesmente, de cair o queixo, com um jardim Zen atrás do hall principal:

Por último, em Kita-Kamakura, visitamos o templo Engakuji, que possui uma capela onde encontra-se um dente de Buda:

De volta à estação, pegamos o trem para Kamakura, a fim de vermos o Grande Buda:

O Grande Buda (Daibatsu) é uma estátua de bronze, de cerca de 13,5m. A estátua foi feita em 1252, e ficava dentro do templo. Um tsunami arrasou todas as construções da cidade no final do séc. 15, porém, a estátua ficou intacta. A partir daí, passou a ficar do lado de fora. É grande:

Pegamos o trem, e voltamos para Tóquio. Um jantar japonês nos aguardava.

E família que dorme unida, permanece unida:

 

À noite, no restaurante Umejaya, comemos o melhor sashimi de atum da nossa vida. Literalmente, um sashimi que derretia na boca. Que absurdo:

4o. dia - Terça-feira, resolvemos conhecer um dos lugares mais famosos de Tóquio: Akihabara, o local certo para eletrônicos e aparatos tecnológicos em geral. São diversas lojas em poucas quadras, onde se acha de tudo, desde câmeras até sistemas de som, passando por games, informática, DVDs, etc. . Fora as lojinhas de "sexy DVD" e similares (os japoneses são meio obcecados por coisas do gênero). Passamos a manhã lá pesquisando preços e, à tarde, decidimos conhecer Odaiba, uma ilha artificial na baía de Tóquio.

Pegamos o monorail e descemos lá. O local é modernoso, com prédios futuristas, e atrações de todo tipo (na 2a. foto abaixo, o prédio invocadão da TV Fuji):

Nessa ilha de Odaiba há um parque fechado chamado "Joypolis". Trata-se de um parque da SEGA. Precisa explicar? É um parque com atrações em sua maioria eletrônicas, que exploram a realidade virtual. Não tem jeito, esses japoneses são feras!

Abaixo, algumas fotos noturnas de Akihabara, na volta de Odaiba:

5o. dia - Na Quarta-feira, com o tempo muito bom, fomos visitar os jardins do palácio imperial de Tóquio, que data do séc. 17, quando foi a residência do shogun de Tokugawa. Uma grande área verde, com construções ainda da época, como aposentos de guardas e alojamentos de samurai:

CONTINUA ABAIXO...



Escrito por maschetto às 22h43
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...CONTINUANDO...

E aquela estória que japonês gosta de fotografia não é papo-furado, não. Vários tiozinhos com suas câmeras estavam espalhados pelo parque, procurando os melhores locais, ângulos, temas. Com todo o cuidado e perfeição tão típicos dos japoneses:

Do jardim imperial fomos para o parque Kitanomaru. Dentro desse parque fica o Nippon Budokan, um ginásio que, como o nome já diz, destina-se às Artes Marciais, e foi construído para as Olimpíadas de 1964:

 

Resolvemos checar se estava rolando alguma coisa, e qual não foi nossa surpresa ao descobrir que estava acontecendo um campeonato de Kendo. Por ser de manhã, era o horário infanto-juvenil, onde pudemos ver algumas ferinhas em ação:

E clicando nas fotos abaixo, vocês podem ver dois filminhos com flagrantes dos combates:

Saindo do parque, fomos conhecer um dos pontos mais polêmicos do Japão: o santuário Yasukuni ("Paz para a Nação"). Nesse santuário, repousam 2.5 milhões de soldados e civis japoneses mortos em guerras, desde 1879. Porém, encontram-se aí também as cinzas dos idealizadores e líderes da 2a. Guerra Mundial e da colonização da China e da Coréia, além de 8 criminosos de guerra. Ou seja, visitas de ministros ainda geram muita controvérsia. Cada vez que um líder visita o santuário, vemos aqui notícias na TV, nos jornais, etc. .

6o. dia - Na Quinta-feira acordamos dispostos a fazer uma viagem até o Monte Fuji. Não era nossa intenção subir, apenas contemplá-lo de algum ponto ao redor. Fomos avisados que a visibilidade não estava boa, mas resolvemos ir mesmo assim: se não pudéssemos ver o monte, ao menos iríamos conhecer uma região muito bonita do Japão, Hakone, em Kanagawa.

Pegamos o trem e cerca de 90min depois chegávamos em Yumoto. De lá, outro trem até Gora, um lugarzinho bem interessante. E a Selma entrando no esquema japonês:

Em Gora paramos para almoçar, antes de irmos para a próxima etapa: uma espécie de "bonde" até a estação de teleféricos:

Chegamos à estação, e pegamos o teleférico com direção a Owakudani ("O grande vale fervente"). O nome justifica-se pelo fato de por toda a montanha terem diversas áreas de escape de vapor de enxofre, ou seja, dá pra imaginar o aroma no ar (a fumaça e a cor amarelada nas fotos abaixo devem-se ao enxofre):

Depois de uma pequena escalada, chegamos a algumas fontes de vapor. Cliquem na foto abaixo para verem um filminho sobre esses escapes cheirosos:

http://www.youtube.com/watch?v=OjEkfFnWre4

7o. dia - Sexta-feira, fomos fazer nossas compras. Obviamente, um carregamento de Ultras para a coleção, além de algumas outras coisas. Pesquisamos muito e chegamos à conclusão que o melhor preço estava na loja Yodobashi, um complexo gigantesco que vende de tudo, principalmente, eletrônicos. Na praça de alimentação, vontade de comer comida indiana. Achamos um restaurante interessante, que tinha o maior Nan(pão indiano) que nós já vimos. Dá uma olhada na criança:

À noite, fomos encontrar nossa amiga venezuelana Rowina e nosso amigo brasileiro Marquinhos, que moram e trabalham no Japão. Vocês assistiram Kill Bill? Lembram-se da cena do restaurante, onde a Uma Thurman enfrenta um bando de japoneses? Então, esse restaurante, em Roppongi, aparentemente, foi a inspiração para aquele do filme:

8o. dia - No último dia, sábado, fomos conhecer um pedaço de Ginza, e não fizemos nada muito especial. À noite, fomos à cervejaria Sapporo e, depois, a um restaurante italiano onde a Rowina disse que a pizza era "melhor que a do Brasil" ! Uma afronta, sem dúvida, mas posso dizer que a pizza era tão boa quanto. Impressionante!

TERMINA ABAIXO...



Escrito por maschetto às 22h39
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...FINALIZANDO...

Domingo, dia de ir embora e nos despedirmos do Japão. Vôo marcado para 10h da manhã, chegamos cedo no aeroporto. No balcão de check-in, uma fila enorme e, na nossa vez, a fatídica pergunta: "Então, estamos com problema de overbooking, e gostaríamos de saber se vocês poderiam trocar este vôo pelo das 15h...". Obviamente, uma oferta de troca de vôo nunca vem sem nada e, em seguida, a atendente emendou: "Nós vamos colocar vocês na Classe Executiva e cada um receberá 20.000 Yen"...Como era domingo, um olhou pro outro e, sem precisar discutir nada, mudamos nosso vôo. Apesar de curto (cerca de 2h) e não fazer tanta diferença ir de Executiva por esse período de tempo, não dá pra dispensar esses US$ 350, não é mesmo?

Foi uma excelente viagem, um país nota 10. Abaixo, mais algumas fotos e voltamos semana que vem. Esperamos que vocês tenham gostado.

Annyonheghaseyo! Ou seria melhor Sayonara?

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 22h07
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Post 46.99

Putz, esse post do Japão tá dando trabalho. Tem muita coisa. Ainda não está finalizado, mas 3a. feira (14/Ago) estará pronto. Podem acessar na 3a. feira que vai estar no ar.

Annyonheghaseyo!

A polêmica Yasukuni Shrine - Tóquio



Escrito por maschetto às 20h53
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Post 46.75

Não, o tufão não pegou a gente no Japão. Ele entrou por Okinawa, que fica no extremo sul, passou batido e dirigiu-se para o sul da Coréia. Mas seu efeito foi sentido em Tóquio, pois enfrentamos alguns ventos razoáveis inesperados na 6a. feira. O que foi bom, já que estava bem quente.

Relatos e fotos em breve, ainda não deu tempo de preparar nada, já que voltamos ao trabalho hoje. Só posso adiantar que espero lágrimas ao assistir o novo filme abaixo (que compramos na semana passada), uma vez que os antigos Ultras E SEUS RESPECTIVOS HOSPEDEIROS (Hayata, Dan Moroboshi e Hideky Go) aparecem no filme, velhinhos (afinal de contas, já são 41 anos desde o 1o. Ultraman em 1966, Ultraseven em 1967 e Ultraman Jack, conhecido no Brasil como "O Retorno de Ultraman" em 1971). Com vocês, Ultraman Mebius & Brothers:

Já, já tem post!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 10h30
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