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CAMBODJA

Enfim, de volta às terras coreanas, após uma fantástica viagem ao Cambodja, um país pouco conhecido dos ocidentais, bem visitado pelos orientais, e somente lembrado por sua herança de guerra.

O Cambodja é um país do Sudeste Asiático, e fica ao lado da Tailândia, Laos e Vietnã. Tem uma história riquíssima e também triste. No passado, foi palco do Império Khmer, que reinou absoluto na região; posteriormente, invadido por tailandeses, foi perdendo território e, recentemente, passou por guerras internas e ditaduras insanas, o que resultou num país extremamente pobre, destruído, e com ainda cerca de 4 milhões de minas terrestres ativas, que matam cerca de 30 pessoas por dia (e mutilam tantas outras dezenas).

Suas florestas e bosques estão repletas de ruínas de templos e palácios, jóias da arquitetura dos séculos 10 ao 12. Enquanto nossos antepassados europeus saíam da Idade Média, essa turma no Oriente estava já bem na frente, pelo que se observa nas construções e nos escritos.

Com cerca de 14 milhões de habitantes, expectativa de vida de 57 anos de idade (como referência, no Brasil estamos em cerca de 72 anos), mortalidade infantil em 96 crianças para cada 1000 nascidas, e considerando todas as desgraças passadas, é de se esperar encontrar um país triste, com pessoas não-amigáveis, e lugares não muito acolhedores. Ok, mas isso não se aplica ao Cambodja: um país que começou a sair da lama em 1999 nos recepciona com calor, sorrisos, simpatia e extrema dedicação em tornar sua estadia a melhor possível. E eles atingem esse objetivo com um pé nas costas...

Com tradição budista e hindu, um certo sincretismo religioso permeia as atitudes das pessoas. Tendo influências hindus até o século 12 e, a partir daí, uma conversão ao budismo, notam-se nos templos toneladas de referências a essas duas religiões nascidas na India, com estórias gravadas em todas as paredes, relatando lendas e contos antigos. O apego ao budismo faz com que as pessoas sejam doces, felizes, e preocupadas com seu bem estar. Claro que isso não significa que não vão querer te empurrar um souvenir por um precinho "camarada", mas você sabe o quanto pagar a fim de fazer um bom negócio, e também a fim de ajudar uma família a ter uma renda extra no final do dia. Num país onde a renda média anual da "classe média" é cerca de US$ 6.000, comprar uma camiseta por míseros US$ 2 pode fazer uma grande diferença.

Chegamos no aeroporto de Siem Reap na 6a. feira à noite, e fomos para o hotel. Nossa jornada começaria no sábado, às 8h. Acordamos cedo (2 horas de diferença com a Coréia ajudaram), café-da-manhã (com muitos noodles), e partimos para nosso primeiro destino, o "Pequeno Circuito".

Uma parada para pegarmos nossas credenciais de visitantes (sem elas, não podemos entrar no complexo de Angkor Thom, onde encontram-se as ruínas) e chegamos à Prasat Kravan, um templo Hindu do séc. 10, dedicado a Vishnu:

Dali, fomos para Banteay Kdei, um monastério Budista do séc. 12. A face que se vê acima do portal de entrada é típica do estilo "Bayon", que aparecerá em outros locais. Chama-se "garuda", e há 4 rostos, um em cada lado da torre, representando as 4 faces de Avalokiteshvara (o ser iluminado que representa a compaixão dos Budas):

Depois fomos para Ta Prohm, um dos lugares mais impressionantes: aqui, a Natureza não se compadeceu da arquitetura humana, e invadindo os blocos de pedra, dominou as construções. Os templos construídos no meio da floresta no séc. 12 não respeitaram a vontade das árvores, e foram sobrepujados pelas enormes raízes. Devido à mata fechada e às diversas árvores, parece que você está em outra época, onde a civilização "moderna" ainda não chegou (abaixo, a Selma tentando atravessar a barreira de vendedores):

Deixando a floresta, fomos para Ta Keo, um templo dedicado a Shiva, construído no séc. 10. Com uma escadinha complicada, pudemos subir e ter uma bela vista da região:

Depois dessa "escadinha", fechamos o roteiro da manhã visitando Chau Say Tevoda e Thommanon, dois templos gêmeos dedicados a Vishnu e Shiva, do séc. 12:

Almoçamos e retornamos aos templos. Passamos pelo "Terraço dos Elefantes", que era originalmente onde os reis realizavam seus festivais, as paradas, os desfiles. A vista hoje ainda é bela:

Uma volta pelo local do antigo palácio e rumamos para Bayon, um dos pontos altos da viagem:

Com suas 54 torres, cada uma com 4 faces (num total de 216), andar por entre as ruínas é algo intimidador:

Final do 1o. dia, arrebentados por causa do calor (34 oC + 90% de umidade), capotamos às 20h. Dia seguinte, domingo, teríamos que estar prontos para a melhor parte, Angkor Wat.

No domingo, chegamos ao complexo de Angkor Wat pela "porta de trás", ou seja, pelo portal Leste. Daí, a vista já matava:

Angkor Wat é o maior prédio religioso do mundo, numa área total de 1.5km por 1.3km. Foi construído para ser o mausoléu do rei Suryavarman II, no séc. 12, em honra a Vishnu. Há milhares de inscrições nas paredes, um paraíso para historiadores:

Impossível ficar indiferente a Angkor Wat, e difícil não ficar pensando como foi que um império tão poderoso como o Império Khmer e capaz de arquitetar tais coisas pôde sucumbir anos depois. E ver o Cambodja hoje simplesmente não dá pra entender...

Depois do almoço fomos visitar o "Grande Circuito". A primeira etapa seria Ta Som, um templo budista do séc. 12.

Aqui, uma de nossas compras com as crianças locais que ficam rodeando os templos. A menina veio vender pulseiras de madeira para a Selma: "Madaaam, just 1 dólaaaa, you buy?". A insistência é grande, mas é impossível ficar indiferente: elas não são agressivas, e fazem de tudo pra te vender. Uma delas, ao perceber nossa conversa, imediatamente mudou para espanhol: "Barato, bonito, quieres? Sólo 1 dolar! Mira, uno, dos, tres, barato!". E vimos outra falando em japonês! No final, você compra, pois esse US$ 1 vai fazer uma tremenda diferença pra ela, com certeza. E as pulseiras eram até legais:

De outra criança, eu comprei nosso guia do Cambodja. Vocês conhecem os guias da Lonely Planet: normalmente, custam cerca de US$ 20, sendo que os maiores (China, USA, Brasil, etc.) custam uns US$ 30. O preço inicial dela foi US$ 7. Eu nem tive coragem de negociar, comprei na hora. Detalhe: é a última edição, 2006.

Ok, de volta à Ta Som:

Saindo de Ta Som fomos para Neak Pean, também do séc. 12, que possui uma piscina central (hoje seca) que servia para rituais de purificação:

No final da tarde, fomos para Preah Khan, um grande templo dedicado a diversas divindades. É um dos mais bem conservados, com várias inscrições intactas:

E, depois, passamos brevemente por Baksei Chamkrong, um pequeno templo do séc. 10:

Hora de jantar. Ainda não falamos da comida, então falo agora: nota 10! Muito similar à comida do Vietnã, a comida do Cambodja também usa muito gengibre e erva-cidreira, e não exagera na pimenta. O aroma é de matar, o sabor então...abaixo, nossa "jantinha": uma sopa de tomate com legumes, frango, camarão e lula, arroz à moda local, legumes e frango ao curry e leite de côco (estilo local) servido dentro do côco. Tava ruim, viu:

CONTINUA ABAIXO...



Escrito por maschetto às 22h19
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...CONTINUANDO

Após o jantar, nosso guia disse que sairíamos no dia seguinte às 5h da manhã! Motivo: ver o nascer do sol em Angkor Wat. Ok, ok...

Acordando às 4:30h na 2a. feira - desejando ter uma arma pra dar um tiro no guia - saímos às 5h e fomos pra Angkor Wat, na escuridão da madrugada. Obviamente, um monte de gente chegando também pra presenciar o espetáculo, então tivemos que garantir um lugar bom. A primeira foto ficou "peculiar":

E tava cheio de gente mesmo:

Lá pelas 6h, o espetáculo começou. É difícil traduzir com fotos apenas, mas dá pra imaginar como eram as manhãs dos reis em Angkor Wat:

Voltamos para o hotel, tomamos nosso café-da-manhã, e rumamos para a região conhecida como "Roluos Group". Um pouco de trânsito pelo caminho:

Chegamos em Bakong, um templo dedicado a Shiva, que ainda tem um monastério budista ativo ao seu redor:

De Bakong fomos para Preah Ko, outro templo dedicado a Shiva, construído no séc. 9, agora sendo restaurado:

De lá fomos para Lo Lei, um templo similar, que também tem uma comunidade budista ativa:

Na foto abaixo, o local onde vimos uma cerimônia similar a um "exorcismo": um homem sentado, e um monge cantando e rezando a fim de afugentar maus espíritos e outros problemas que o homem estava sofrendo:

De volta à estrada, rumamos para Banteay Srei. Detalhe: enquanto rodávamos, eu ficava olhando para a vegetação e pensando como aquilo era parecido com os filmes de guerra que costumava assistir nos anos 80. Foi quando me toquei que aquela ERA a vegetação não só dos filmes mas, também, da verdadeira guerra do Cambodja. Complicado:

Chegamos em Banteay Srei, um templo hindu dedicado a Shiva, do séc. 10, a 32km de Siem Reap. Um dos mais conservados, possui belíssimas inscrições nas paredes:

Parada para almoçar no restaurante local, antes de partirmos para Kbal Spean:

Kbal Spean possui inscrições e desenhos feitos na rocha e no chão, mas não de templos: as inscrições são no leito de um rio. Percorremos uma trilha no meio da floresta por cerca de 30min, até chegarmos ao nosso destino:

Pegamos a estrada e fomos para Pre Rup, que era um local utilizado para cremações no passado:

Queríamos ver o pôr-do-sol em Phnom Bakheng, então passamos pelo grande portal de Angkor Thom rumo à montanha:

Chegamos em Phnom Bakheng (nós e mais uma tonelada de gente), subimos o morro, escalamos as escadinhas chatas, e sentamos pra "tentar" ter uma boa vista. Apesar da boa localização, havia uma névoa que prometia estragar a festa:

Como tinha MUITA gente, preferimos evitar a bagunça da saída (já que não ia dar pra ver nada mesmo) e fomos embora:

Uma última foto antes da descida:

No dia seguinte, fomos conhecer o "Museu da Guerra". Na verdade, um local com relíquias de guerra, onde explicam um pouco da história recente do país. O rapaz que nos deu as explicações perdeu seus pais na guerra, e ao saber que éramos brasileiros, disse que devíamos ser felizes por sermos de um país que nunca passou por complicações extremas como essa. É verdade:

Na saída do museu, demos uma passada pelo "Old Market" pra ver o que tinha por lá: roupas, tecidos, pinturas, esculturas, artesanato em geral. Além de uma feira tipo sacolão. Nada que espante a gente (pois também tem no Brasil), mas gringos estadunidenses ficavam perplexos:

Almoçamos e à tarde fomos conhecer a "Vila Flutuante". Uma verdadeira cidade construída sobre o rio, onde a vida transcorre normalmente:

Tem até uma criação de crocodilos. Eles lá, eu aqui, tudo bem:

E muita força nos braços:

Fim do dia, janta, cama. Dia seguinte seria o último para o tour, e visitaríamos a "Montanha Sagrada".

Chegamos cedo à Montanha Sagrada, onde um imenso Buda deitado foi esculpido no topo da rocha. Posteriormente, um casebre e uma escada foram construídos ao seu redor, e hoje é um ponto importante de peregrinação budista:

Descemos e fomos fazer um picnic com nosso guia e com nosso motorista. Tinha comida para um pelotão:

No final, uma pequena trilha até uma das cachoeiras da região:

Esse foi o final do penúltimo dia. O dia seguinte seria para relaxar e dar uma volta na cidade, e comprar mais algumas coisas. Preços muito bons, um pouco de barganha (mas sem pegar pesado como na China: como disse antes, aqui, cada centavo conta para essas pessoas, e os preços iniciais já são BEM baixos. Então, pequenos arredondamentos já são o suficiente), e fizemos algumas boas aquisições. Livros a US$ 5, camisetas a US$ 2, lenços a US$ 3...

Abaixo, algumas fotos da cidade. Nesta, um dos meios populares de transporte, o equivalente ao tuk-tuk tailandês:

E a gente preocupado em fazer carros com conforto:

Aqui, vendedoras de uma iguaria local: caramujos! Caso alguém se habilite:

Paisagem comum: bandeiras, monges, e 5 pessoas em cima de uma moto:

A rede 7-Eleven todo mundo conhece. E a 7-Twenty? Só rindo:

Nosso último almoço: Amok, um prato local à base de curry. Aqui, 5 tipos diferentes: frango, carne bovina, camarão, peixe e legumes:

TERMINA ABAIXO...



Escrito por maschetto às 22h16
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...TERMINANDO

Você aprende muito no Cambodja. Como disse, muita coisa não é novidade para nós, brasileiros: pobreza, crianças correndo sem roupa na rua, vendedores. Mas uma diferença fundamental: o país foi estragado devido à guerra e ao governo opressor de um ditador. Hoje, vivem de turismo e de investimento estrangeiro, e estão tentando reerguer o país, mesmo com os milhões de bombas ainda ativas, principalmente nas fronteiras. O sorriso no rosto deles e o pensamento positivo fazem com que você os admire.

Sem dizer que as crianças são um capítulo à parte: não há crianças tristes, todas estão sempre felizes, brincando, pulando, correndo. Se você chega perto, querem te tocar (seja de 1 ano ou de 10 anos), sorriem e, como disse a Selma no blog dela, dá pra entender por que a Angelina Jolie adotou uma criança de lá: se vocês vissem aqueles olhos pretos gigantes te encarando...

Pode ser uma visão limitada, pois não passamos tanto tempo assim por lá, mas é a impressão que fica. E que nos revolta quando olhamos para o Brasil, vendo o potencial não aproveitado, PRINCIPALMENTE do turismo. Sinceramente, Brasil só exporta samba e futebol (não nessa ordem). É a única coisa que sabem do Brasil. Quando falamos que somos brasileiros, dá-lhe "Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, etc.". Mas ninguém sabe que temos uma indústria desenvolvida, que São Paulo está entre as cinco maiores cidades do mundo, que nossos pesquisadores são de ponta, etc. .

Outra coisa que incomoda profundamente: na maioria dos países "pobres" ou "emergentes", o povo local normalmente tem benefícios. Por exemplo: se um egípcio vai visitar as pirâmides, ele paga uma fração do valor de um estrangeiro. No Cambodja, o mesmo se aplica a tarifas de transporte, ingressos, estadias, etc. . No Brasil, parece que é o contrário: querem que o brasileiro se lasque, se não puder pagar, melhor ainda, deixa pros estrangeiros. Quintalzão mesmo...

Bem, de volta ao Cambodja, esperamos mesmo que o povo de lá faça com que o país cresça. E que os investimentos estrangeiros continuem. Parece que lá eles sabem aproveitar essa ajuda (sim, tem corrupção também, mas é mais na base das gorjetas, não essa coisa ridícula que estamos vendo dia após dia no Brasil).

Que o Império Khmer do passado continue nos impressionando. E que essa diversidade faça com que a gente aprenda cada vez mais.

Abaixo, mais algumas fotos, e até a semana que vem:

Annyonheghaseyo...

Renato & Selma 



Escrito por maschetto às 21h56
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Post 51.5

Não tem post nesse final de semana. Estamos teclando do Cambodja, chegamos aqui na última 6a. feira à noite, e só conseguiremos atualizar o blog no próximo final de semana, com fotos e relato desta viagem.

Antecipadamente, só digo o seguinte: esses últimos dois dias foram sensacionais! Estamos em Siem Reap, onde fica o complexo de Angkor, cheio de templos e ruínas antigas. Acabamos de visitar Angkor Wat, uma jóia do séc. 12, a maior construção religiosa do mundo, e é de tirar o fôlego...

Já informo que a comida é excelente, o povo simpático e sorridente, e os locais deslumbrantes. Fotos na semana que vem.

Abraços,

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 15h34
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Post 51

10.000 ACESSOS!

Caramba, nosso blog coreano rompeu a marca dos 10.000 acessos e, com certeza, nesta semana chegará a mais de 11.000!

Obrigado por visitarem sempre nosso espaço internético, onde falamos um pouco de como são as coisas aqui deste lado do globo. Gostaríamos de ver mais comentários, mas sabemos que, mesmo sem eles, amigos, colegas, parentes e curiosos sempre estão por aqui. Isso faz com que nos sintamos com mais companhia, mesmo estando longe de nossa terra. E faz com que tenhamos motivação suficiente para continuarmos com os relatos. Continuem nos visitando!

Como mencionei antes, tive que passar alguns dias trabalhando em Melbourne. Tive a oportunidade de encontrar com o Helder e com a Tati, que moram lá. No domingo, quando cheguei, eles me levaram para um pocket tour pela cidade, e pude constatar que trata-se de um lugar muito bom para se viver, tanto do ponto de vista da infraestrutura quanto da beleza da cidade.

A primeira parada foi na casa deles, num subúrbio não muito afastado do centro, com casas térreas bacanas e ambiente sossegado. Aquele tipo de bairro que todo mundo quer morar:

Depois de um brunch, fomos para o centro da cidade. Usando tanto o Tram (bonde) quanto simplesmente andando, passamos pelo Yarra River, por Docklands, pela St. Kilda's Beach e, por fim, jantamos na Lygon Street, uma rua cheia de restaurantes, em especial, italianos. Temperatura agradável, comida boa, valeu o passeio para rever os amigos (e pra não ficar bodeado no hotel):

Enquanto isso, a Selma está voltando do Brasil. Ela conseguiu rever alguns amigos e família, mesmo com a carga de trabalho pesada por lá. Já imagino ela chegando aqui toda torta por causa do fuso horário. Tomara que tenha fotos do pessoal aí do Brasil.

Na próxima semana acontece, novamente, o mais importante feriado coreano: o Chuseok. É uma espécie de "Ação de Graças" Coreano, para quem lembra, falamos brevemente sobre esse feriado no ano passado, basta clicar AQUI. No ano passado, passamos esse feriado no Vietnã. Para quem quiser relembrar, o breve post descrevendo a viagem encontra-se AQUI, e o vídeo com nossas fotos está no Youtube, basta clicar AQUI.

 

Neste ano, vamos arriscar um outro país também no Sudeste Asiático: 6a. feira embarcamos para o Cambodja! Famoso pelas ruínas de Angkor Wat (quem já jogou Mortal Kombat conhece), e vizinho do Vietnã, ficaremos em Siem Reap (noroeste do país, próximo à fronteira com a Tailândia), e rodaremos por lá. Trip report na nossa volta.

Abraços a todos e até semana que vem.

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 18h01
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Post 50.5

Não teve post no último final de semana, eu sei. É que esta é uma semana atípica, pois eu e a Selma estamos viajando a trabalho. A Selma está por aí, em solo brasileiro, para uma série de reuniões, e eu estou na Australia, em Melbourne. Volto pra Coréia na 5a. feira, e ela no início da outra semana.

No final de semana atualizo, e coloco umas fotos daqui de Melbourne. Consegui encontrar com o Helder e a Tati, amigos que moram aqui já há algum tempo, e passamos o domingo juntos.

Pelo pouco que eu vi, Melbourne é um lugar bacana, viu...mas quem tá comendo uma comidinha brasileira é ela, ô inveja... 

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 05h52
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Post 50

PORQUÊ A ÁSIA É INTERESSANTE? - PARTE 2

Uau, 50 posts! Esse blog está ficando grande. O legal é ver que muita gente continua acessando, deixando comentários...gente nova que cai aqui por acidente e também escreve algo. Blog sem comentários é muito chato, então, por favor, escrevam!

Continuando com o tema "Porquê a Ásia é interessante?" (iniciado AQUI, com a Pepsi Pepino), falemos dos chás gelados. O chá é a 2a. bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água. Parte dessa estatística se deve ao fato de, na Ásia, o chá ser a bebida mais apreciada, incluindo aí a China. Com 1,2 bilhão de pessoas, mais Japão, Coréia, e outros países, fica fácil estar nessa posição.

Graças a isso, a variedade de chás à venda é enorme. Não preciso falar das folhas de chá ou preparados para infusões: a quantidade de tipos, sabores e finalidades beira o absurdo. Especificamente no que diz respeito aos chás gelados, ao contrário do Brasil onde temos, basicamente, chá preto (com limão e pêssego) e chá mate, aqui há uma seleção de bebidas que te deixa maluco.

Na Coréia, nem tanto. Aqui, o negócio é chá verde apenas, quente ou gelado, salvo raríssimas exceções. Já na China e no Japão, há várias opções deliciosas. Uma dessas nós provamos em Hong Kong, um chá de "Pera e Osmanthus":

Aparentemente, a Osmanthus é uma planta prima da Magnólia, mas não importa. O sabor é ótimo, levemente doce. Uma boa alternativa quando se está cansado do limão, do pêssego ou do chá verde mesmo. Tem muito mais nesses países, vamos mostrando com o tempo.

Semana passada participamos da Primeira Comunhão da Luany, filha do Leone e da Roseli, uma outra família de brasileiros aqui na Coréia. Fomos convidados para sermos padrinhos dela na ocasião, o que foi muito bacana. A Luany é uma figura, sempre nos divertimos. Parabéns pra ela:

A temperatura, de repente, começou a cair por aqui. Nada absurdo, cerca de 4oC ou 5oC, anunciando que o Verão escaldante está no fim, e que o Outono está chegando. A temperatura agora fica em torno dos 24oC, o que não é ruim: ao contrário, é uma temperatura bem agradável.

Semana que vem voltaremos ao nosso curso de Música Tradicional Coreana para Estrangeiros. Para quem não lembra, alguns posts estão AQUI, AQUI, AQUI e a conclusão do curso AQUI (nesse último, há também links para os vídeos de nossas performances). Eu continuarei no "Gayageum Avançado" (tá, muuuuito avançado...), e a Selma irá agora para o "Janggu", um tambor em forma de ampulheta.

E a vida coreana continua, agora estamos à caça de passagens para o Brasil no final do ano. Está difícil...

Acessem sempre nossos outros blogs. Não são semanais como este, e costumam ser atualizados com mais frequência:

www.iacobus.wordpress.com  (Blog da Selma)

www.maschetto.wordpress.com (Blog do Djãmbers)

www.maschetto.nafoto.net (Blog do Diário Compostelar)

Annyonheghaseyo !

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 16h49
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