Post 85

TRIP REPORT: BANGKOK, TAILÂNDIA

A trilha sonora para iniciar este post é a fantástica "A Passage to Bangkok", do álbum 2112, lançado em 1976 pelo megasuperhipertrio canadense, RUSH (Rob Daniel, pra você):

Devido ao feriado prolongado na Coréia no começo do mês (de 1 a 5 de Maio), aproveitamos a oportunidade para viajarmos para a Tailândia, mais precisamente, Bangkok, capital do país:

O Reino da Tailândia fica no Sudeste Asiático, e é talvez o mais conhecido, visitado e desenvolvido país daquela região:

É o terceiro país que visitamos no Sudeste Asiático (estivemos no Vietnã em 2006, e no Camboja em 2007). E os três países são muito diferentes, apesar de terem muita história em comum.

Bangkok é uma grande e vibrante cidade, com cerca de 15 milhões de habitantes (registrados e não-registrados), e um enorme contingente de estrangeiros em busca de oportunidades, trabalho e...esposas. A quantidade de homens europeus (em sua grande maioria alemães e ingleses) na casa dos 60 anos ou mais, acompanhados de tailandesas geralmente bem mais novas (namoradas ou esposas, não prostitutas), é impressionante. A Tailândia é um oásis para homens que, divorciados ou viúvos, querem começar uma nova fase da vida, ao invés de ficarem envelhecendo sozinhos em seus duros países (nota: não vimos italianos, espanhóis, portugueses nessa faixa etária...ou seja, percebe-se aí um fenômeno cultural, pois a vida nesses países é bem mais atraente - e as mulheres também  - ou seja, não há a necessidade de procurar uma alternativa na Tailândia).

E há uma grande tolerância: ninguém critica, os tailandeses têm suas esposas, as tailandesas que querem se ajustar com um estrangeiro estão por lá, e tudo transcorre muito bem. Diferente da Coréia, onde os coreanos ficam extremamente irritados e agressivos quando vêem estrangeiros com coreanas, chegando ao ponto de até agredirem as mulheres em público. Felizmente, a nova geração parece estar indo em outra direção, e podemos ver as jovens um pouco mais felizes.

Bangkok mistura o velho com o novo: na região conhecida como "Old City" ficam os templos antigos e o Grand Palace, jóias da arquitetura e da história tailandesa.

No primeiro dia, nosso destino foi justamente a Old City. Pegamos o Sky Train (que é uma espécie de mini-trem suspenso, ou um metrô a céu aberto) e fomos até o pier central. De lá, entramos num barco com destino a Tha Tien, a parada próxima ao primeiro templo que visitaríamos, Wat Pho:

Após cerca de 20min pelo rio Chao Phraya, ancoramos em Tha Thien e, andando alguns minutos, chegamos ao templo Wat Pho:

Wat Pho é o maior e mais antigo templo de Bangkok. Construído no séc. 16, foi reformado e ampliado 2 séculos depois:

Atualmente, Wat Pho é um tradicional centro de medicina, famoso principalmente pelo seu Instituto de Massagem. E, independente de qualquer outra coisa, as construções são magníficas:

No jardim, há interessantes pequenas estátuas representando diversas posições de massagem medicinal:

Nas paredes, há diversas representações de divindades, seres mitológicos, e também cenas do antigo cotidiano do povo:

A Tailândia é um país predominantemente budista, então, imagens de Buda estão por todo lugar. No templo não seria diferente, sendo que uma é mais impressionante que a outra:

Mas nada se compara ao gigante Buda deitado:

A propósito, todo esse "amarelo" que vocês vislumbram nas fotos não é tinta, não...é ouro mesmo:

E até dá pra achar que esse cara aqui embaixo é brasileiro, não? Sentado do lado da placa "Não sente aqui". Figura:

Depois de um bom tempo em Wat Pho, e boquiabertos com tudo aquilo, nos dirigimos ao Wat Phra Kaeo, o templo mais sagrado da Tailândia, que também é vizinho do Grand Palace, onde vivia antigamente a família real. De um local para o outro fomos à pé, observando a cidade:

Chegamos a Wat Phra Kaeo, e a visão da entrada já é matadora:

Por tratar-se de um local sagrado para os tailandeses, há regras de vestimenta. Para os homens, calça e camisas com mangas curtas pelo menos. Para mulheres, calças compridas ou saias. A Selma estava com uma calça "pescador", e não conseguiu entrar assim. Então, teve que alugar uma espécie de "sarongue". Ficou uma beleza:

Ao invés de escrever um monte sobre o local, as fotos podem descrever melhor:

Nessa torre dourada abaixo, a Phra Si Rattana Chedi, encontra-se um pedaço do osso esterno (é com "s" mesmo, lembram das aulas de ciência? É o osso do peito, que sustenta as costelas e a clavícula) de Buda:

O lugar é feroz, já deu pra perceber:

E, ao lado dele, o Grand Palace, a antiga residência oficial da família real. Hoje, apenas um museu:

Após um rápido tour pelos jardins do palácio, fomos pra rua a fim de procurarmos um lugar pra almoçar. E, estando em Bangkok, que lugar melhor pra provar a comida de rua? A regra de ouro é: se está cheio de gente e, principalmente, gente do local, pode ter certeza que o lugar é bom!

Paramos então numa barraca que vendia macarrão ao preço de 40 Baht (aproximadamente, uns R$ 2,50), e pedimos 2 porções. Tava bom:

De barriga cheia, fomos para Wat Arun, outro belo complexo do lado oposto do rio:

 

Wat Arun é do séc. 18, e a arquitetura é derivada do estilo Khmer, o mesmo estilo encontrado nos templos do Camboja (pra lembrar, clique AQUI).

De volta ao ancoradouro, pegamos o barco-táxi e voltamos para a estação do sky train. Hotel, banho, e a caça a um local para jantar. Encontramos um restaurante - com preços um pouco mais altos, mas nem tanto - e refestelamo-nos com curry verde e Tom Yam, a tradicional  e famosa sopa tailandesa à base de tomate, camarão, cidreira, coentro, pimenta, limão e outras especiarias. Fantástico:

CONTINUA E CONCLUI ABAIXO...



Escrito por maschetto às 19h18
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...CONTINUANDO...

Dia seguinte era dia de explorar a vida normal de Bangkok. Primeira parada, Dusit, onde fica a casa da família real (fechada ao público), alguns parques, e o zoológico. Andamos por umas boas 2 horas ao redor do local:

Em toda Bangkok, fotos do rei, da rainha e da família real decoram as ruas. Eles são extremamente respeitados e reverenciados no país:

No caminho para o rio - para pegarmos o barco-táxi - experimentamos uma outra tradição de Bangkok: as porções de fruta vendidas na rua. Assim como no Brasil compra-se na rua, por exemplo, pipoca, na Tailândia compra-se fruta picada. Ora, se a gente come abacaxi na esquina da Santa Ifigênia com a Aurora, porquê não ia comer fruta aqui? O esquema é o seguinte: escolhe-se a fruta - entre abacaxi, goiaba, manga e mamão - o tiozinho pica ela em pedaços pequenos, põe num saquinho e te dá uns palitos pra ir comendo na rua. Nããã, não tem nada de luvinha, não. É com a mãozona mesmo que ele parte a fruta, sem stress. E ele te oference também um saquinho de açúcar e um de pimenta, assim, você pode comer sua frutinha no esquema agridoce. O preço: 20 Baht (aproximadamente, R$ 1,50):

Caminhamos por algumas ruas em direção ao pier:

E lá chegamos:

E uma das diversões é dar comida aos peixes (você compra pedacinhos de pão) que, provavelmente, depois viram comida nos restaurantes ao redor. Espertos esses tailandeses:

Em relação aos monges: o budismo praticado na Tailândia é o Theravada, sendo que 95% da população é budista. Todos os homens passam por um período da sua vida (alguns meses) como monges - similar ao serviço militar obrigatório. Alguns continuam os estudos e as práticas, outros retornam à vida normal. Na hierarquia social, os monges estão imediatamente abaixo da família real, ou seja, são extremamente respeitados. E há a questão da interação com mulheres: é proibido aos monges tocar uma mulher, ou receber qualquer coisa diretamente dela. Não há problema algum em conversar, mas tem que se observar a distância. E nos barcos e trens há avisos especificando áreas exclusivas para os monges.

Continuando nossa caminhada urbana, desembarcamos em Pak Khlong, e fomos para a área indiana da cidade, nas proximidades do grande mercado Phahurat, um amontoado de lojas que vende principalmente roupas. Ruas apertadas, um monte de gente, calor humano...vida real:

Com fome (pra variar), paramos em outra barraquinha pra comer um típico acepipe islâmico: bayia, pequenos bolinhos de farinha com um molho levemente picante. Bom pra caramba (se quiser a receita, pegue-a AQUI):

Após mais algumas horas andando, chegamos à Chinatown de Bangkok: aquela bagunça típica de qualquer Chinatown, uma mistura de gente, cores, cheiros e outras coisas mais:

 

Dali pegamos o metrô e retornamos para o hotel. Foram umas 7-8 horas andando sem parar, tínhamos que dar uma relaxada antes de irmos à noite para o mercado noturno, o Suan-Lum Night Bazaar, uma enorme área vendendo de tudo um pouco:

 

Um grande mercado...mas o maior ainda estava por vir. 

No dia seguinte, fomos ao mercado Chatuchak, uma gigantesca área com mais de 6.000 estandes (alguns falam em 15.000!) com tudo que se pode imaginar: roupas, artesanato, comida, bijuterias, etc. . Com preços extremamente baixos e a capacidade de barganha, mesmo com o calor (acima dos 35oC) valeu a visita. Calças de puro algodão a R$ 15, saias a R$ 12...para os ávidos consumistas, é um paraíso:

Claro, mais comida de rua: rolinhos primavera e, depois, pad thai no "restaurante" a céu aberto(se quiser a receita, clique AQUI):

E um suquinho de mixirica feito na hora, que nem no Brasil (na Coréia não tem isso, nada de frutas tropicas à vontade, infelizmente):

No dia seguinte, dia de ir embora, um último giro pela cidade, e uma visita ao parque Lumphini, uma enorme área verde, com construções interessantes e muitos idosos exercitando-se. Não simples caminhadas, mas treinos de Tai Chi Chuan, Kung Fu e outras coisas "radicais". As pessoas envelhecem de forma diferente na Ásia. Em outras palavras, envelhecem melhor:

Bangkok é uma cidade fantástica, com um povo amável e tranquilo. Você se sente muito à vontade, sem aquela formalidade excessiva de algumas grandes capitais. Comida boa, preços baixos, e muito pra se ver.

Abaixo, mais algumas fotos desse local tão pitoresco. Mas, antes, pra fechar, um clássico dos anos 80, "One night in Bangkok". Pros trintões relembrarem:

Esperamos que tenham gostado. Voltamos semana que vem.

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 20h12
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Post 84.5

Este é um post intermediário: estou com problemas no UOL, estava fazendo o post da Tailândia com as fotos e, de repente, o sistema não aceitou o upload de mais fotos. Liguei para o atendimento e eles me disseram que provavelmente o problema será resolvido em mais algumas horas mas, como são mais de 22h aqui, vou deixar pra verificar amanhã. E isso só me leva a cogitar a possibilidade de migrar para o Wordpress, mas gostaria de migrar todo o blog, e não somente mudar de uma vez, pois não quero perder o histórico, nem alterar as datas dos posts antigos. Alguém aí sabe como migrar um blog completo do UOL para o Wordpress, mantendo datas dos posts originais? Caso saiba, favor me informar. Tentei importar de várias formas no Wordpress, mas sem sucesso...claro, se o UOL resolver o problema, fico por aqui mesmo...

E, só pra constar, CLARO que nós fomos ver Homem de Ferro no cinema:

E, como dizem os estadunidenses, é um "kick ass movie" ! Nada como ter um diretor (J. Favreau) que gosta do personagem, sabe como são as coisas no mundo dos quadrinhos, e faz um filme bem fiel.

Agora é ver Speed Racer, Indiana Jones no final do mês e, em Julho, a apoteose: Batman, o Cavaleiro das Trevas !

"The rain on my chest is a baptism - I'm born again...I smell their fear...and it's sweat." (Batman, O Cavaleiro das Trevas - Frank Miller, 1986)

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 09h55
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Post 84

E LÁ VAMOS NÓS DE NOVO...

Vocês devem se lembrar que algumas vezes falamos do FTA (o "Free Trade Agreement" - Acordo de Livre Comércio) entre Coréia e EUA. Se não lembram, dêem uma olhada AQUI, e AQUI.

E tudo se repete: o novo presidente, Lee Myung Bak, parece ser linha dura, e está tomando algumas ações que mostram clareza de idéias e vontade de tornar a Coréia um país muito mais evoluído do ponto de vista da globalização e integração com o resto do mundo. Ele é extremamente favorável ao FTA, principalmente no que diz respeito à importação de carne bovina dos EUA.

Segundo os coreanos, a carne estadunidense não é boa de ser consumida em função do "mal da vaca louca"...porém, muitos vêem isso apenas como um protecionismo, a fim de não prejudicarem a "pecuária" local. Ora, visto que o kg da carne importada dos EUA poderia custar algo em torno de US$ 20 (sim, é caro, mas preparem-se...), os produtores locais entrariam pelo cano, já que a carne coreana custa cerca de US$ 80/kg !!!

E dá-lhe protestos, manifestações, passeatas, etc. . A última foi na semana passada, com cerca de 10.000 pessoas na região do City Hall, centro da cidade:

Sinceramente, espero que o presidente aprove logo isso, e possamos ter carne bovina a preços melhores. E quem tiver "medo" da vaca louca que continue comprando a carne local e pagando 4 vezes mais. Democracia aliada a crescimento: a indústria automobilística brasileira desenvolveu-se tremendamente após a abertura do mercado. Que o mesmo aconteça na Coréia, com os alimentos.

Então, esquecemos de falar do Ice Bar que visitamos há algumas semanas. O Ice Bar é - em teoria - um bar construído de gelo. Ou seja, para manter a estrutura, a temperatura no seu interior fica em -5oC. Há outros Ice Bars pelo mundo, inclusive um Ice Hotel na Suécia.

Fomos lá com uma grande expectativa, mas ficamos um pouco decepcionados. O bar não passa de uma pequena sala, com música eletrônica e alguns drinques. Você fica lá por cerca de 10 ou 15min, e vai embora (pois não é muito confortável). A experiência foi interessante, mas pra ir só uma vez: você chega, eles emprestam um casaco e luvas, toma um drinque, tira umas fotos e tchau. Basicamente, é uma incursão por um frigorífico:

Na foto abaixo, nós com a cambada de australianos:

E só pra fazer uma graça, aí vão duas fotos do baile de gala na semana passada, na Flórida. Até parece gente:

 

O post dessa semana atrasou pois voltamos hoje de Bangkok, na Tailândia, onde passamos o feriado prolongado que tivemos na Coréia. Não precisa falar que a cidade é nota 10! Fotos e relato em breve.

Annyonheghaseyo!

Renato & Selma



Escrito por maschetto às 21h02
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Renato e Selma (e agora, a BEATRIZ), brasileiros, na Coréia do Sul desde 2006. Annyonghaseyo!
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